segunda-feira, dezembro 31

* Não vou calar! JUSTIÇA!




Gostaria de conseguir ignorar nesse momento o sofrimento de mulheres de todo mundo, como as indianas, de luto pelo estupro de mais uma jovem, morta em consequência dos ferimentos que sofreu.
Nas ÍNDIA, acontece um estupro a cada 20 minutos! Os estupradores até então contaram com a conivência das autoridades e com a tolerância da população, que finalmente,  percebe que calar é ser cumplice desses crimes.
Não haverá comemoração em todo país na passagem do ano, o país está em luto!
Minha solidariedade às mulheres indianas, ao povo indiano,que acordou para o fato de que não pode mais tolerar esse comportamento.
Um novo ano de uma nova realidade mais digna e feliz para todos nós, homens e mulheres de todo o planeta.

"As Forças Armadas da Índia cancelaram as celebrações de Ano Novo nesta segunda-feira (31), refletindo o clima pesado em todo o país após o estupro seguido de assassinato de uma estudante, crime esse que provocou protesto internacional.
Clubes sofisticados, políticos e indianos comuns também cancelaram as festas em respeito à mulher de 23 anos que morreu no sábado após duas semanas do ataque brutal contra ela.
O ataque provocou protestos e um debate nacional que revelaram fissuras profundas na sociedade indiana, em que a visão patriarcal sobre as mulheres entra em confronto com uma cultura urbana em crescente modernização.
Autoridades reprimiram manifestações no coração de Nova Délhi antes do Natal, mas centenas de pessoas se juntaram para diversas vigílias na noite desta segunda-feira e mais eventos estavam planejados em Nova Délhi.
O Exército, a Marinha e a Aeronáutica receberam ordens para cancelar quaisquer festas, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa.
"Não há celebração de Ano Novo. (...) Haverá um tributo à luz de velas. (...) Depois disso, o clube será fechado", disse o secretário do Delhi Golf Club, Rajiv Hora, no centro da cidade.

ONU pede debate sobre o caso

 Também nesta segunda-feira, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu à Índia um debate urgente após a morte da estudante, acrescentando que 'a pena de morte não é uma solução'.
Em um comunicado, Pillay expressou sua profunda tristeza por este crime terrível, mas afirmou que a pena de morte, pedida pela família da estudante de 23 anos, não é a solução.
Diante da "escalada de protestos e dos apelos à pena de morte", a alta comissária pediu um debate urgente na Índia sobre as medidas necessárias para enfrentar os protestos.
Pillay espera que este caso terrível marque uma mudança na Índia, afirmando que a agressão da jovem estudante de Fisioterapia foi a última de uma série.
"Em outubro, uma jovem de 16 anos Dalit (normalmente chamados de 'intocáveis'), se suicidou depois de ter sido estuprada em Haryana, estado que registra um nível alarmante de violência sexual", disse Pillay.
"Trata-se de um problema nacional que afeta mulheres de todas as classes e castas e que exige soluções nacionais", acrescentou.
A alta comissária das Nações Unidas também se disse extremamente preocupada com o número de estupros de crianças na Índia. "É tempo de a Índia reforçar seu regime jurídico contra os estupros", disse Pillay, propondo sua ajuda ao governo indiano.

O crime

 O ataque de 16 de dezembro evidenciou uma epidemia de violência contra mulheres na Índia, onde um estupro é registrado em média a cada 20 minutos.
 Nesse dia, a jovem e seu namorado voltavam do cinema em um ônibus, onde seis homens, incluindo o motorista, a estupraram e agrediram sexualmente com uma barra de ferro para depois jogá-la para fora do veículo.
Seu namorado, um engenheiro de computação de 28 anos, também sofreu graves ferimentos depois de ter sido atacado e jogado na estrada.
Depois de ser tratada em um hospital de Nova Délhi, a jovem indiana foi transferida ao hospital Mount Elizabeth de Cingapura na quarta-feira à noite, onde os médicos não conseguiram impedir sua morte, certificada no início do sábado.
O corpo da vítima, de família pobre, foi cremado no domingo em Nova Délhi, segundo o ritual hindu.
Seus agressores enfrentam a pena de morte, que na Índia é executada com a forca, embora este país não costume aplicar este tipo de sentença." (G1)
 
Tenho que discordar de Navi Pillay, nesse exato momento, a pena de morte é expectativa de todo o planeta.
 
 

* Para não esquecer na virada do ano! Da série mandingas, simpatias....



 ADEUS ANO VELHO!


Acredita-se que comer lentilha traz sorte, pois, como é um alimento que cresce, faz a pessoa crescer também;

Uma das simpatias mais comuns feitas no Ano Novo para atrair dinheiro é a da romã. (Caraca! Comprei uma hoje por CINCO REAIS!!!!.tem que valer o investimento!) Chupe sete sementes na noite de Réveillon, embrulhe todas num papel e guarde o pacotinho na carteira para ter dinheiro o ano inteiro;

O consumo de aves, como o peru e o frango, e o de caranguejo não é indicado na ceia de Ano Novo. Como esses animais ciscam ou andam para trás, acredita-se que quem comê-los regride na vida;

Guarde uma folha de louro na carteira durante o ano inteiro para ter sorte;

Coma três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas;


Guarde na carteira um pauzinho de canela para a prosperidade;

Jogue moedas da rua para dentro de casa para atrair riqueza;

Dê três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar nenhuma gota, e jogue todo o champanhe para trás para deixar tudo o que for ruim no passado (se já tiver bebido muito e estiver com aqueles saltos monstruosos, melhor não tentar!;

Passe as 12 badaladas em cima de uma cadeira ou banquinho e depois desça com o pé direito, mesmo se estiver longe de ouvir badaladas!;

Pule num pé só (o direito), à meia-noite, para atrair coisas boas (como eu já disse, pule essa parte se estiver com um salto monstruoso);

Não passe a virada do ano de bolsos vazios para não continuar o ano inteiro com eles vazios, mas se não tiver, melhor não pedir emprestado pra não começar o ano endividado!;

Coloque uma nota no sapato para chamar dinheiro e lembre-se dela quando tirar os sapatos, esteja onde estiver!;

No dia 31, faça uma boa limpeza na casa, varrendo-a de trás para frente. Coloque para fora todo lixo, objetos quebrados e lâmpadas queimadas. Não guarde as roupas do avesso, mas dê prioridade para cuidados com você mesma! Fica valendo não começar o ano com sentimentos frustrados, esperanças vãs, cabelo dessarrumado e unhas quebradas;

Para evitar energias ruins, muitas pessoas lavam os batentes das portas com sal grosso e água e borrifam água benta nos quatro cantos da casa;


Faça muito barulho para espantar as energias ruins, vale gritar, bater panelas, rojões, apitos...Ui!;

Na primeira noite do ano, use lençóis limpos e nos outros dias do ano também!;

À meia-noite, para ter sorte no amor, cumprimente em primeiro lugar uma pessoa do sexo oposto;

Quem pretende viajar bastante no ano que se aproxima, deve pegar uma mala vazia e dar uma volta dentro de casa. Hummm... Pense numa boa desculpa se tiver que explicar!;


Use uma peça de roupa velha, outra de roupa nova, uma cor de rosa para o amor, uma amarela para atrair dinheiro, uma verde para saúde, uma branca para a paz, uma vermelha para dar capacidade de luta...Ufa!;

Se tiver lua, mostre a bunda pra lua à meia noite, pode repetir à uma da manhã para reforçar!;

Cumprimente com abraço uma pessoa desconhecida do sexo oposto;

Abra as portas e janelas da casa e deixe as luzes acesas... Um perigo em cidades como São Paulo, mas tenho certeza que saberão usar a ideia com criatividade!

Também gosto de pegar um balde com água e deixar ao sol durante toda a tarde, aqui em Sampa está chovendo, com arruda, manjericão, guiné, canela, cravo, cascas de laranja, flores diversas, coloridas, e me banhar com essa água depois do ultimo banho do ano...

Considerando que é horário de verão na maior parte dos estados brasileiros, tem tempo de sobra para comer uvas, romãs, lentilhas, tocar sinos, acender as luzes, fazer patuás, subir em banquinhos, jogar moedas, acender velas, beijar os amigos, mostrar a bunda pra lua, pular com pé só, etc...etc... O que não der pra fazer à meia noite, completa à uma da manhã que tá valendo...rss 



 

domingo, dezembro 30

* Churrasco paulistano




Carnes embaladas a vácuo, picanha, contra filé, coraçãozinho de galinha, linguiça , costela e bisteca de porco, muito pão de alho, farofa, muita cerveja, caipirinha, salada, arroz... E o churrasco acaba quando começa a chuva...rss


Sobrinha aspirante a fotógrafa documentando os micos, eternizando a cara suada de avental ridículo, outra ensinando o novo passo de dança, amigo já meio bêbado....

Amanhã, se o tempo melhorar, vou pro sitio do Fran!

É quando amargando os quilos a mais que se vai ganhar, comemora-se o fato de não ter viajado, não ter que se odiar na fila do restaurante, morrendo de fome, nem do supermercado para garantir uma caixinha de cerveja ou uma coca zero...rss

Saideira de um ano intenso, que acabe logo!

Obrigada, meu Deus! Deus é pai!

ahahahahahahahahahah


 

E OLHA A CHUVAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!


 

sábado, dezembro 29

* Só porque me arrepia....



 




Sudoeste

Adriana Calcanhoto/Jorge Salomão
 
..tenho por princípios
Nunca fechar portas
Mas como mantê-las abertas
O tempo todo
Se em certos dias o vento
Quer derrubar tudo?...



 

sexta-feira, dezembro 28

* E antes que o ano acabe.....


FOI BOM PRA VOCÊ?
 
 
 
 
 
Ahahahahahahahaha....
 
Dia dos bons!
Beijos meus e margaridas em todas as janelas!

 

quinta-feira, dezembro 27

quarta-feira, dezembro 26

* Day After




Acordo para uma quarta feira abafada, quente, dia 26 de dezembro!
Os flocos de neve caindo, a fumaça saindo da chaminé, os bonecos de neve não fazem parte da minha realidade.
Fico feliz ao constatar que sobrevivi a mais um fim do mundo, a mais um natal, a vida recomeça! É sempre assim no dia 26! Pra mim é um recomeço, hora de respirar fundo, renovar as energias, os planos, os sonhos, e descartar o lixo, todo ele!
Tirar do cenário o que sobrou da roupa vermelha do cruel velhinho, suas botas, os muitos papéis e os próprios  presentes inúteis, o que sobrou da comilança, guardar a roupa nova comprada para ocasião única, descartar lembranças desagradáveis de pessoas descartáveis, guardar carinhosamente as sensações de reencontro com pessoas de quem tínhamos saudades, afagar os amigos, sentir a vida pulsando, usufruir da cidade cheia, mesmo assim meio vazia, e me preparar para um grande momento, a virada do ano, que é quase uma virada na vida, é o recomeço nosso de cada dia, cada ano...
Que venha a última semana desse ano difícil, que venha o novo ano, me encontra com novas cicatrizes, mas mais preparada para a felicidade, agora é só comemoração!

Boa semaninha! 

Beijos meus e margaridas na janela

segunda-feira, dezembro 24

* Simpatias e mandingas de Natal


O brasileiro é um povo supersticioso e não perde uma ocasião para simpatias que tragam paz, saúde, prosperidade. Pesquisei algumas que entre abraços, beijos e presentes, custa nada fazer!





Ao meio dia do dia 24:

Para atrair prosperidade espiritual e financeira para a sua vida. Junte quatro moedas do mesmo valor, 01 vela branca, 01 árvore de natal e vontade, e no dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, exatamente ao meio dia, coloque as quatro moedas aos pés de sua arvore de Natal e segure uma vela branca acesa, peça ao  menino Jesus que traga sua benção da prosperidade para a família, após esse processo, deixe que a vela queime até o final, as moedas deverão ser deixadas junto à arvore de natal durante a semana toda.
No dia 31 de dezembro, véspera de Ano Novo, pegue as moedas e coloque uma em cada canto da casa, deixando-as assim até o Dia de Reis, 6 de janeiro. Nesse dia, recolha-as e guarde e dê para alguma pessoa necessitada que você encontrar na rua.
 

 

 Outra simpatia para a Noite de Natal muito conhecida e realizada por milhares de pessoas, precisa de 01 imagem do Menino Jesus, 01 cacho de uvas de qualquer cor e 01 copo de água.
Na noite de Natal, é necessário colocar o menino Jesus em um local de sua casa,  coloque o cacho de uvas e o copo de água ao lado da imagem do Menino Jesus.
Faça uma oração, agradeça o Menino Jesus por tudo o que recebeu durante o ano e renove os pedidos para o próximo ano, no dia 26 de Dezembro, coloque a água em uma planta, o cacho de uvas num jardim e a imagem pode deixar em sua casa para a sua proteção.


 
Use duas velas de sete dias de 7 cores (comprada em lojas de artigos religiosos). A primeira vela deve ser acesa na noite de Natal, porém, não retire o papel celofane que recobre a vela. Quando começar a queimar a vela, cada cor representa a concretização de algo (paz, saúde, dinheiro, relacionamento amoroso, família e conhecimento). Só depois que a primeira vela for queimada, acenda a segunda, isso deve acontecer na noite de ano novo.

 

E não se esqueça de um gesto que certamente lhe fará muito bem, saia às ruas, divida sua mesa farta com quem não tem o seu conforto. Não permita que a ceia caprichada de hoje seja o lixo de amanhã.  Compartilhe, é esse o espírito de Natal.
 
 
Feliz Natal!

domingo, dezembro 23

* A lenda do Papai Noel




A Lenda de São Nicolau (St. Nicolas, Santa Claus, Pai Natal, Papai Noel)
Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.
Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.
Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.
Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.
S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É atualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.
S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)
A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.
Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.
Atualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros veem o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.


 

A Árvore de Natal

A Árvore de Natal é um pinheiro enfeitado e iluminado na noite de Natal, geralmente nas casas. 

A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal. 

Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.
Segundo a tradição, São Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos pinheiros com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.
A primeira referência a uma "Árvore de Natal" surgiu no século XVI.
Dizem que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.
O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.
No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela "Illustrated London News", de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.
Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.
 
Feliz Natal!

sábado, dezembro 22

* Em São Paulo? Está tudo sob controle!...

DE QUEM?
 
Não poderia ignorar a corrupção na Polícia Militar de São Paulo, a fragilidade no seu comando, mas essa matéria do G1 me deixou indignada com a situação que vive essa categoria de profissionais, que abriga na maioria homens e mulheres responsáveis, apaixonados pela carreira que abraçaram, pais e mães de família, cidadãos brasileiros abandonados por um governo do estado incompetente e inoperante.
 
 
PMs e familiares buscam proteção contra ataques e deixam casas em SP 
Em busca de proteção, outros PMs mudaram de cidade e até de estado. 
Fugir das estatísticas que já incluem 100 policiais militares mortos neste ano em São Paulo exige sacrifício de policiais militares e de seus parentes. O G1 ouviu essas pessoas. Ameaçadas ou atacadas, elas precisaram deixar seus bairros ou suas cidades e até mudaram de estado para fugir da onda de violência, protagonizada por criminosos executando agentes de segurança e policiais matando bandidos para vingar as mortes dos colegas.
Segundo a Polícia Militar, até quarta-feira (12), 102 policiais militares foram assassinados no estado, sendo 80 deles na ativa e 22 aposentados. Dos que estavam em atividade, 3 foram mortos em serviço e 77 enquanto estavam de folga.
“Eu tenho casa, mas não tenho lar. Tenho esposa e família, mas não posso conviver com eles”, conta um sargento reformado da Polícia Militar (PM) que teve seu nome encontrado em uma lista que citava policiais marcados para morrer na favela de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista. Depois da descoberta, ele passou a receber escolta da PM durante 24 horas. Uma viatura ficava parada em frente a sua residência enquanto policiais da Rocam lhe davam cobertura quando precisava sair de casa. Cansado de ser alvo e ainda com medo da violência apesar da proteção, o sargento decidiu deixar São Paulo e se afastar da sua família.
Oficialmente, a PM não informa quantos policiais alvos de criminosos estão sob proteção da corporação, mas representantes de entidades de classe afirmam que ao menos 20 agentes têm escolta, sendo que seis deles deixaram a capital paulista com apoio das associações.
Uma das filhas do sargento reformado citado na lista feita pela facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, Bruna, uma professora de 34 anos, alega que a ameaça sofrida pelo pai a obrigou a deixar o trabalho e sua casa. Com medo de também ser alvo dos criminosos, ela suporta agora a dor de ficar longe da filha de nove anos. “Tive que deixar minha filha com a família do pai. Nunca fiquei tanto tempo longe dela”, lamenta a mãe, em prantos. “Ela está sentindo muito minha falta, chora muito. Suas notas caíram na escola”. A família pretende agora vender o imóvel, pois não quer voltar ao bairro onde vivia.
 
Colete e casa nova
 Após ter seu carro atingido por tiros disparados por homens com capacetes em duas motos, um soldado que preferiu não se identificar conta já ter mudado duas vezes de endereço neste ano. Apesar do risco, disse não ter solicitado escolta. "A polícia de São Paulo tem mais de 100 mil integrantes. Qual desses 100 mil não correm risco hoje? Seria impossível se todos os policiais pedissem proteção a seus comandantes", comenta o policial.
"Eu mudei a minha rotina, completamente. Eu mudei de residência duas vezes. Eu não frequento mais lugares público e, fé em Deus", conta o soldado.
Condomínio
 Em um dos três condomínios da Grande São Paulo ocupado por uma maioria de policiais desde o fim dos anos 90, a ordem é reforçar a segurança com vigias, segurança 24 horas. Os próprios moradores se revezam na vigilância: armados, eles ficam nas portarias e no alto dos prédios, monitorando quem entra e quem sai para garantir tranquilidade as suas famílias. "O temor de uma invasão, de um ataque interno, isso é praticamente nulo porque os próprios moradores oferecem resistência adequada", diz o síndico, que é cabo da PM.
 "A orientação que nós estamos passando aos moradores foi a seguinte: quanto ao horário de chegada e saída dos moradores, redobrar a atenção. Nós reforçamos a segurança nos portões de saída, colocando sempre um morador que se voluntaria a ficar com o porteiro até o horário de saída dos moradores, e na chegada também", disse.
Segundo o síndico, o cuidado com as visitas é redobrada. "Orientamos os funcionários quanto a chegada de visitas. Para não permitir que uma visita entre sozinha sem ser anunciada por um morador. E o morador tem que descer para subir com a visita. caso contrário essa pessoa não entra", explica o síndico. Neste ano, um dos moradores, que não era PM, foi confundido com um policial e acabou morto por um homem em frente ao condomínio.
Famílias afetadas
 Quem não conta com uma estrutura de apoio formada pela própria vizinhança relata que toma cuidados individuais. Com medo, uma professora de 32 anos que preferiu não se identificar, mulher de um soldado da PM de Santos, diz que se sente mais segura quando está longe do marido, que está há sete anos na corporação.
“Eu me sinto mais segura em sair sozinha com as crianças do que quando ele está junto”, diz ela. “Quando a gente sai junto, eu dirijo enquanto ele observa”. Segundo a professora, os vidros do carro da família receberam película escura e ficam sempre fechados. Quando o casal sai junto de casa, apenas a mulher dirige o carro enquanto o marido fica com a arma nas mãos e de olho em suspeitos que possam se aproximar do veículo.
Os filhos do casal, de 12 anos e 2 anos, que iam para a escola na companhia do pai, passaram a ser levados somente pela mãe ou avó. Ela conta que a direção do colégio também se previne contra possíveis emboscadas.
Em outro caso, a rotina dos familiares de um cabo que está há 16 anos na PM mudou completamente. Como a mulher também é militar são os filhos de 7 e 11 anos quem mais sofrem. As crianças passaram a ficar confinadas em casa e até dentro da escola.
“A perua escolar não pega mais as crianças na rua, só dentro da escola. Meus filhos não ficam mais no pátio do colégio com os outros alunos, eles aguardam pela van dentro da sala da coordenadoria”, diz o pai, que é cabo. “Até para sair de casa para ir trabalhar dependendo de onde você mora tem que pedir apoio de uma viatura. É difícil continuar sobrevivendo”.
Moradora de Poá, na Grande São Paulo, uma policial que é cabo e trabalha há 20 anos na PM, passou a confinar os filhos de 5 e de 12 anos em casa. “Eles não brincam mais na rua, não estamos fazendo passeios e só vão pra escola de perua”, diz. (Kleber Tomaz e Tatiana Santiago)

sexta-feira, dezembro 21

* Aproveite, pode ser hoje o último dia!

Nostradamus

Eduardo Dusek

Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmei

Alguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia
E ignorei

Telefonei
Pr'um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: "Deus, Nostradamus
Forças do bem e da maldade
Vudoo, calamidade, juízo final
Então és tu?"

De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!

O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, Zé
Eu falei, eu gritei, eu implorei:
"Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!"





 

quinta-feira, dezembro 20

* Oásis




Sonhe com as estrelas,
 apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar, sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.
O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho,
mas, não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas, não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alargue seu coração de esperanças,
mas, não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.

Fenando Pessoa
 

quarta-feira, dezembro 19

* Sobre Karina Veiga




Com perdão da palavra, essa eu chupei bonitinho de outro blog, sem dó nem vergonha. Inspirada por uma postagem no excelente blog amigo Idéias Embalsamadas, fui procurar comentários sobre o assunto e mais particularmente o nome do "herói" dessa história, do garoto que justifica a ação se dizendo traído, como se isso justificasse alguma coisa...!..,e não encontrei, mas encontrei esse texto que gostaria que fosse meu, e peço licença para publicar do Blog Doze e Um.



Eliza Samudio mereceu ser assassinada porque era uma vadia – é o que dizem. Até fotos de mènage apareceram para provar que a moça era mau caráter e merecia tal destino. Absurdo, não?!? Repugnante, mas li muita coisa e muitos comentários na internet falando mal da vítima, achando desculpas para justificar o assassinato... como se houvesse alguma justificativa, exceto legítima defesa, para matar alguém.
A lógica de quem diz que Eliza mereceu é a mesma  de quem culpa a vítima pelo estupro. Estava usando roupas insinuantes. Estava bêbada. Estava no lugar errado. Tudo é usado como desculpa para justificar e atenuar a violência sexual... como se houvesse alguma justificativa para violar assim o corpo de alguém.
É a mesma lógica de quem, agora, está culpando a Karina Veiga pela divulgação de suas fotos e vídeos íntimos na internet. Traiu, então mereceu. Se deixou fotografar e filmar, agora aguenta. Deu o **, é uma vadia. Como se houvesse alguma justificativa para a divulgação e a exposição da intimidade de alguém dessa forma.
Aparentemente, nossa sociedade aplaude vadias que são castigadas e punidas, especialmente se isso for feito publicamente. Fez um mènage? Usou roupas curtas? Fez sexo? Vadia, piranha, promíscua – merece tudo de ruim que vier, merece ser apedrejada em praça pública. Os cidadãos do sexo masculino que participaram do ato ou são comedores, ou não conseguiram se segurar, ou foram provocados.
Nesse caso da tal Karina, o assunto virou a traição – esqueceram que a menina está sendo humilhada publicamente e que seus vídeos e fotos já estão até em sites pornográficos! Esqueceram que ela tem apenas 16 anos. Não pensaram nela, em como deve estar se sentindo, em como está sendo tratada em família, em nada relativo a ela, afinal, é vadia, então merece. Inquisição em pleno século XXI!
Santa hipocrisia! Ou então, em vez de hipócritas, são todos uns frustrados que namoram frígidas... ou uns frustrados que não transam... ou uns punheteiros... ou umas frígidas recalcadas invejosas... são tantas as opções que me perco. Qual o problema de a menina ser uma puta na cama? Ah, claro, todos querem uma puta na cama – desde que nunca, jamais, os outros fiquem sabendo. Mais um pouco e estaremos fazendo fogueiras para queimar as bruxas!
"Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém"  - Nelson Rodrigues

Juízes e guardiões da moral e dos bons costumes, lembrem-se que vieram de repolhos ou foram trazidos por cegonhas e, já que prazer sexual é uma coisa tão ruim assim se partir de uma mulher, façam o seguinte:
HOMENS – nunca mais façam sexo com mulheres, afinal, mulher que faz sexo é puta, vadia, suja, não merece nenhuma consideração. Sugiro comprarem bonecas infláveis, brincarem com os animais do pasto, ******* o ** uns dos outros.

MULHERES – jamais façam sexo, afinal, mulher que faz sexo é puta, vadia, suja, não merece nenhuma empatia e nenhuma consideração. Sugiro, inclusive, aderirem à frigidez eterna para não caírem em tentação.

 
 

terça-feira, dezembro 18

* Auto de Natal da Lapa




Do alto de suas sandálias plataforma dez, remelexia 1m75 de feminilidade artificial, embalado por uma versão techno-samba de Noite feliz. Monique executava apressadamente os últimos passos da coreografia, tanto que por pouco não pisoteou o vestido em lamê prateado de Dóris Dei, estrela maior do espetáculo de fim de ano do Teatro Brigitte Blair. O pensamento de Monique já não estava ali, no mundo notívago da Lapa, mas em Seropédica, onde voltaria a protagonizar, durante os próximos dias, a vida como o filho pródigo Monclarson, junto com sua mãe, quatro irmãs e inúmeros sobrinhos. O irmão mais velho já havia avisado que não iria, o que não chegava a ser novidade. 
Momentos depois, olhos fechados para limpar a sombra dourada, Monique foi surpreendida por uma estranha comoção no camarim, acompanhada de um sussurro estridente de Natacha: 
- Mona, aquele não é o Antônio Marcel? 
- Mona é a mãe gentil! Monique, tá! Quem, o Antônio Marcel da novela?!? 
Voltando os olhos úmidos para a porta, ela vislumbrou quatro ou cinco figuras exóticas, tudo Zona Sul, rodeando o galã global da hora. Uma onda de excitação ia tomando conta do camarim, quando uma mulher muito branca de vestidinho preto destacou-se do grupo e anunciou imperiosa: 
- Meu nome é Adriana Venâncio. Sou videomaker. E este é o Peruca, artista plástico. 
Assim dizendo, indicou com o braço esticado um sujeitinho esquisito, de cabeça raspada, pesados óculos de armação preta e camisa pólo surrada. 
- Estamos realizando uma videoinstalação intitulada Feitiço da Lapa e viemos aqui selecionar figurantes. Vocês sabem o que é isto? 
O tal do Peruca adendou, com ar blasé: 
- É uma espécie de videoclipe, sem música.
Agradecida e irritada a um só tempo, Adriana retomou a palavra: 
- É, é tipo um clipe. E o nosso gatíssimo Antônio Marcel, que está aqui, é quem vai estrelar. Precisamos de três travestis para contracenarem com ele. 
A esta notícia, todas se ouriçaram. Foi Dóris, experiente, quem perguntou: 
- Tem cachê? 
- Não. 
Monique ainda arriscou: 
- Mas, vai passar na tevê? 
- Talvez. Quem sabe? 
Algumas das meninas mais novas toparam, dentre elas Monique.
- Ah, não tem dinheiro, mas vale a pena, só para ficar perto do Antônio Marcel! Ele é lindo! 
Partiram em dois táxis diretamente para um motel na Joaquim Silva, onde havia sido alugado um quarto para as filmagens. 

* * *  

Encontraram a equipe tomando cerveja num botequim defronte ao hotel. Segundo Batista, o cinegrafista, os equipamentos já estavam todos montados. 
- Também não tinha muito o que fazer, com essas luzes fuleiras que vocês me arrumaram! 
Adriana fez que não ouviu e, puxando Peruca pelo braço, adentrou o saguão acanhado do hotel. Passaram direto pelo velho porteiro, o qual vigiava sonolento o movimento fraco daquela noite de domingo, e subiram para o primeiro andar. 
Batista rodou a chave na fechadura antiga, que já não oferecia mais a menor resistência aos dentes gastos do metal. Do interior do quarto, veio o som de vozes sussurrando, seguido de um estrondo imediatamente reconhecível para o câmera como a queda de seu tripé alemão. Batista abriu com ímpeto a velha porta e despencou-se para dentro do quarto escuro. Ao fazê-lo, tropeçou num vulto ligeiro e forte que perfazia o mesmo caminho em mão inversa. O garoto irrompeu no corredor e, com todo o impulso de seus dezesseis anos duramente sobrevividos, lançou-se escada abaixo, atropelando artistas, técnicos e travestis sem distinção de classe, gênero ou opção sexual. Antes que os intrusos se refizessem do choque, seguiu pelo mesmo caminho outro menino menor, este embalando a câmera enrolada numa camiseta. Batista agarrou-se à ponta solta do pano, obrigando o menino a soltar o valioso equipamento em cima da barriga mole do Peruca, caído. Ninguém mais tentou barrar sua fuga. 
Terminada a ruidosa confusão, a comitiva foi ingressando aos poucos no quarto para conferir os estragos. Ao acenderem a luz, surpreendeu-lhes a visão de uma menina de cerca de treze anos, suja e maltrapilha, agachada no chão, muito grávida. A expressão que cobria-lhe o rosto refletia um misto de pavor e dor, prontamente explicado pela poça que se alargava em torno de seus pés descalços. Perplexa, Adriana indagou a Batista: 
- Essa pivetinha está mijando no meu chão? 
- Não, Adriana, ela está dando à luz. É a bolsa d'água que estourou. 
Batista ensaiou aproximar-se da menina mas se deteve ao vê-la agarrar uma chave de fenda próxima e empunhá-la como uma faca, num gesto de desafio. Seu corpo permanecia tenso, apesar do sofrimento evidente. Subitamente, ao olhar para a porta, o semblante dela mudou. Arregalando os olhos cheios de lágrimas, ensaiou um esboço patético de sorriso, enquanto ia baixando a chave de fenda. Todos seguiram seu olhar embasbacado em direção à porta e testemunharam o momento em que Antônio Marcel adentrou o quarto, cercado pelos três travestis plenamente embonecados. 
Enfurecida, Adriana voltou-se para o cameraman e rosnou: 
- Puta que pariu, Batista. Tira essa porra dessa menina daqui! 
A troca momentânea de ódio entre os dois foi interrompida pela voz de Peruca, estranhamente excitada: 
- Não, Adriana, não! A gente tem que filmar isto! Uma menina parindo, um galã da Globo do lado e três travestis da Lapa. Vai ser a nossa Natividade fashion!!! 
A cólera foi-se esvaindo dos olhos de Adriana, substituída por um brilho perverso. 
- Filma, Batista, filma! Se é que você quer receber a sua parte, bota essa merda dessa câmera para rodar agora! (Rafael Cardoso)



 

segunda-feira, dezembro 17

* Que isso nos inspire a ser melhores!

 
Que fique claro que não quero justificar a atitude desse jovem ou desrespeitar a dor das famílias que tiveram suas crianças mortas na escola Sandy Hook, em Newtown, pequena cidade americana, mas está na hora de pensarmos no que estamos fazendo de nossos jovens nesse mundo competitivo, sem respeito as limitações e as individualidades.
 
 
NEWTOWN, Estados Unidos - Família e amigos se lembram de Adam Lanza, o suposto autor do massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, como uma pessoa inteligente, nerd, gótica, distante, tímida e calma. Discreto, era alto, magro e pálido, estava sempre com as mãos nos bolsos da calça e gostava de usar camisa de botão. Bom aluno, graduou-se no ensino médio em 2010 e ficava desconfortável em eventos sociais. Nem mesmo no anuário da sua formatura quis se deixar ser fotografado. Em vez de uma imagem sua, havia um espaço em branco com a frase “camera shy” (tímido em frente às câmeras).
Durante sua vida deixou poucos rastros, até mesmo na internet. Não tinha perfil no Facebook ou em outras redes sociais. Participava apenas de um grupo de jogos online. Segundo investigação da polícia, Adam sofria de um transtorno social e tomava medicação. Antigos colegas que foram interrogados afirmaram que ele teria Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo.
Outras pessoas próximas garantem que Adam tinha problemas e que isso era evidente há bastante tempo. Beth Israel, cuja filha estudou com o atirador, contou ao “New York Post” que o jovem foi uma criança “problemática”. Justin Germark, de 17 anos, era vizinho de Adam e sabia que o rapaz tinha “uma condição especial”.
— Dava para reparar facilmente — disse Germark ao tabloide. — Mas não diria que ele era antissocial. Parecia alguém lutando para ser social.
Joshua Milas, que participava do grupo de jogos, disse que ele era geralmente uma pessoa feliz, mas que não o via há alguns anos.
— Ele era um bom garoto, inteligente — disse Milas ao “Daily Mail”. — Ele foi uma das pessoas mais inteligentes que conheci. Provavelmente um gênio.

Filho mais novo da professora de escola primária Nancy (que foi encontrada morta, segundo os policiais, em sua casa, com um tiro no rosto) e do diretor fiscal da General Electric Peter Lanza, Adam morava apenas com a mãe. Os pais se separaram em 2008, quando o executivo se mudou para Stamford e se casou com uma bibliotecária da Universidade de Connecticut. O irmão mais velho de Adam, Ryan, de 24 anos, se mudou para Hoboken, Nova Jersey, onde estuda.
Amigos da família lembram de Nancy como uma mãe dedicada e protetora, que passava bastante tempo em casa. Segundo informações da CNN, três das armas (pistolas de calibre 9mm e um rifle semiautomático) encontradas na escola foram compradas legalmente por Nancy. A Associated Press informou que, de acordo com a polícia, Nancy possuía cinco armas de fogo. Todas registradas em Connecticut.
Dan Holmes, dono de uma empresa de paisagismo, descreveu Nancy Lanza à Associated Press como uma ávida colecionadora de armas de fogo, que uma vez mostrou a ele um rifle que ela havia acabado de comprar.
— Ela disse que frequentemente levava os filhos para atirar.
Em interrogatório, Ryan contou às autoridades que acreditava que seu irmão sofresse de “transtorno de personalidade” e garantiu que não tinha contato desde 2010, quando mudou de cidade para estudar. Ainda assim, os investigadores continuaram buscando pistas nos computadores e registros telefônicos de Ryan.
O pai ainda não foi interrogado. A avó materna, Dorothy Hanson, 78 anos, moradora de Brooksville, Flórida, ficou nervosa ao ser procurada por jornalistas. Disse que não soube de nada oficial, não sabia de nada da história, não tinha falado nem com a filha nem com seus netos e começou a chorar, desligando o telefone em seguida.
Colegas da Universidade de Connecticut não conseguiam se aproximar de Adam. Ao “NYT”, Matt Baier, que sentou ao seu lado durante um ano, nas aulas de matemática, não lembra de ele ter dito uma palavra durante o período:
— Mas ele tirava notas altas.
Já a estudante Olivia DeVivo, também da Universidade de Connecticut, tem outra opinião.
— Acho que não foi dado a ele o tipo certo de atenção ou ajuda. Ele passava despercebido, e, por isso, ninguém conseguiu notar que estava sendo montada uma tragédia bem aqui — disse Olivia, também ao “NYT”, lembrando que Adam costumava falar sobre alienígenas e em explodir coisas, mas, à época, considerou isso mais uma conversa típica de adolescentes.
Ainda assim, após saber da tragédia, Olivia entrou em contato com amigos que moram em Newtown.
— Eles não ficaram surpresos — comentou ela. — Disseram que o Adam sempre deu pistas de que seria capaz de fazer isso já que simplesmente não se conectava com a nossa escola e nem com a nossa cidade. Eu nunca o vi com ninguém. 
Um ex-colega não identificado declarou que já tinha percebido algum transtorno na rapaz. 
— Quando você olhava para ele, dava para perceber todas as emoções passando pela sua cabeça.
 
 
Outros ainda afirmaram que Adam ficava desconfortável quando pessoas que não o entendiam riam dele.
Até agora, as autoridades não falaram publicamente de um possível motivo para Adam cometer os assassinatos. Eles não encontraram, por enquanto, nenhum bilhete ou carta e Adam não tinha antecedentes criminais. Testemunhas disseram ainda que o atirador não disse uma única palavra ao entrar atirando na escola.
"Ele atirou para entrar e depois seguiu para a primeira sala de aula, como sabem, depois para a segunda sala de aula", disse Malloy.
As autoridades acreditam que, enquanto atirava na segunda sala, o criminoso ouviu a chegada da polícia e das equipes de emergência e cometeu suicídio.
O balanço total de mortos é de 28 pessoas: 20 crianças de seis e sete anos, seis adultos que trabalhavam na escola, o atirador e sua mãe, que foi morta em casa.
Já se sabe que sua mãe, professora, exigia muito dele, para que fosse o melhor, que superasse sempre os amigos e a si mesmo. Foi a primeira a morrer com um tiro no rosto, com uma das muitas armas que colecionava.
'Que isso nos inspire a ser melhores', disse o americano Robbie Parker, pai de Emilie Parker, uma menina adorável como todas as crianças de 6 anos, morta no tiroteio da escola de Connecticut.