terça-feira, janeiro 31

* Fui!




Radical Chic - Miguel Paiva



* 249 visitas!!

Uma boa despedida!

Obrigada aos amigos pela solidariedade, aos inimigos pela fidelidade..


Sem recaídas, sem novas oportunidades, sem dó, ré, mi, fá...!

Eu quero é sol!



Game over, 90 visualizações! Não é record, mas é supreendente!



terça-feira, 31 de janeiro de @ 21:02 : Belford Roxo, BR
terça-feira, 31 de janeiro de @ 21:01 : Beverly Hills, California, US
De Beverly Hills a Belfort Roxo.... Ui!.. te mete!

sábado, janeiro 28

* O Parangolé Pamplona de Hélio Oiticica, a gente mesmo faz!


MADE-ON-THE-BODY CAPE 1968 (PARANGOLE PAMPLONA)


- CAPA FEITA NO CORPO 274cm/108cm no comprimento

        
          - Cada pedaço de pano deve medir 3 yards no comprimento;

        - Para fazer a capa o pano não pode ser cortado;

        - Alfinetes-de-fralda devem ser usados na construção e depois o pano pode ser costurado para fazer a capa permanente;

       - A estrutura construída no corpo deve ser improvisada pelo próprio participante (se precisar da ajuda de outra pessoa, ok) e feita de forma que possa ser retirada sem cortar;

- Algumas pessoas podem participar juntas, mas uma só cor, i.e., um só pedaço de pano deve ser usado para cada capa. (Hélio Oiticica).


Hélio Oiticica é um dos artistas mais importantes do nosso país, revolucionário em sua arte, influenciou gerações, o próprio nome “Tropicália” surgiu de uma instalação homônima dele. Foi responsável, assim como Lygia Clark, por nos tirar do gueto nacional. Impossível falar em arte contemporânea brasileira sem citá-lo. Com um histórico desses, que eu apenas pincelei pra não me estender muito, em qualquer lugar do mundo que se valorize arte e cultura, ele seria considerado um patrimônio nacional. Aqui, lamentavelmente, nunca foi cultuado fora do meio acadêmico e artístico, talvez porque ainda persista essa ideia mesquinha de que arte é artigo de luxo, coisa pra rico, elite. Uma pena. E assim vamos perdendo mais um pouco o registro da nossa identidade cultural pós-Colônia.

A primeira vez que tive acesso a informações sobre o trabalho do Hélio foi em 95, numa reportagem da revista VOGUE, assinada pela Márcia Fortes, dona da prestigiada galeria Fortes Vilaça. Naquele momento, o mercado internacional começava a perceber que existia uma arte feita aqui e que não estava ligada diretamente a araras, barquinhos e paisagens tropicais, que dialogava com o que se fazia de mais conceitual no mundo. Os Penetráveis e Parangolés do Hélio sempre fizeram muito sucesso, lá fora, assim como a polêmica série Cosmococa, onde símbolos da cultura pop norte-americana eram contornados com cocaína, uma parceria do artista com Neville de Almeida.

Os Parangolés são os meus favoritos, adoro essa ideia de se “vestir” de arte, dela ter sentido, a partir do momento em que você dá vida a ela. Hoje é modinha se falar em interatividade, mas a primeira vez que ele propôs isso foi na década de 60, no auge da ditadura militar. Quer metáfora melhor do que essa, de convidar as pessoas a se mobilizarem? Um visionário. Não é nenhum consolo, mas como sou bem fatalista, jamais me esqueceria de uma das frases mais previsíveis da Clarice Lispector, para este momento: “As coisas acontecem quando devem acontecer”.  (Luis Fabiano Teixeira)



Esculturas vivas em movimento.







Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos,1945.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos (mensagens como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuído”) e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerada uma escultura móvel.
Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento, integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.
Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de "primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem "brasileira" ao contexto da vanguarda". Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.
Em 2009, um incêndio atingiu a casa onde estava armazenada grande parte da obra do artista carioca. Um prejuízo de US$ 200 milhões. Foram queimados milhares de quadros, esculturas e instalações, entre elas os parangolés (estandartes e bandeiras feitas para serem vestidos em performances). Agora existem poucos espalhados em museus e coleções particulares pelo mundo.




sexta-feira, janeiro 27

* Isso não é amor...



Momento realidade:

- O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão espontânea. Amor é outra coisa.

- O amor não rejuvenesce.  O nome disso é peeling.  O amor é outra coisa.

 - O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.

-O amor não te faz ver uma luz na sua frente. O nome disso é experiência de Quase-Morte. O amor é outra coisa.

-O amor não faz você sentir a presença até na ausência. O nome disso é mediunidade. O amor é outra coisa.  

- O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.

- O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome.O amor é outra coisa.

- O amor não traz paz de espírito.  O nome disso é coma.  O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa sem chão, o nome disse é terremoto. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.

 - O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.

 - O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é espetáculo pirotécnico, queima de fogos de artifício. O amor é outra coisa.

- O amor não deixa tudo mais florido. O nome disso é adubo.  O amor é outra coisa.

- O amor não surge de repente numa esquina e te chacoalha todo.  O nome disso é trombadinha.  O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.

 - O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa.

- O amor não é aquela coisa brega, que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.

 - O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.

 - O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.

 - O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é taquicardia. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.

 - O amor não te enche de flores. O nome disso é funeral. O amor é outra coisa.

- O amor não faz você se sentir sempre acompanhado. O nome disso é encosto. O amor é outra coisa.

- O amor não é uma coisa que chega de repente e o transforma em refém. Isso se chama sequestrador. O amor é outra coisa.

- O amor não nos faz perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa.

quinta-feira, janeiro 26

* Sobre a liberdade...



- A liberdade do outro estende a minha ao infinito (Bakunin)




- Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. (Clarice Lispector)















- A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem. (John Lennon)




 Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. (Clarice Lispector)


A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela.(Kobo Abe)









- Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria.(Benjamin Franklin)



- Com uma amiga chegamos a um tal ponto de simplicidade ou liberdade que às vezes eu telefono e ela responde: não estou com vontade de falar. Então digo até logo e vou fazer outra coisa. (Clarice Lispector)










E é o que temos para hoje...


quarta-feira, janeiro 25

* Da força da grana que ergue e destroi coisas belas

Aniversário de Sampa!


A diversidade e a história dessa cidade é fascinante. E é a história de São Paulo que quero registrar, antes que acabe.

Pinacoteca - Bairro da Luz
Viaduto Santa Efigênia, uma das áreas mais degradadas dessa cidade
Mosteiro São Bento - Bairro da Sé
Os maravilhosos vitrais do Mercado Municipal de São Paulo, restaurado, mas que sofre com a degradação da região.
Shopping Light
Jardim Oriental - Bairro da Liberdade
Parque da Luz
Teatro Municipal de São Paulo
25 de Março, rua de comércio popular.
Estação da Luz
Palácio dos Campos Elíseos
Estação Julio Prestes
Av. São João
Pque da Água Branca
Catedral da Sé



Não mostrei as baladas de São Paulo, os shoppings, a rica e diversificada gastronomia, o mercado de luxo, os muitos centros novos e charmosos criados na cidade, a ponte Estaiada..rss, o Rodoanel, mostrei a parte histórica de São Paulo, aquela que pode acabar pela força da grana que ergue e destroi coisas belas. 


Te amo,  jovem velha respeitável senhora. Feliz Aniversário.
Parabéns pelos seus 458 anos!


Av.  Paulista

* São Paulo - o fim das sacolas plásticas!

 A partir de 25 de janeiro, supermercados associados à APAS (Associação Paulista dos Supermercados) prometem recolher as sacolas plásticas descartáveis de suas lojas em todo o Estado de São Paulo. A medida faz parte da campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, que pretende mobilizar os consumidores a utilizar alternativas mais sustentáveis ao carregarem suas compras. O Ministério do Meio Ambiente estima que sejam consumidas 33 milhões de sacolas plásticas por dia em todo o país.
Grandes redes como Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Sonda orientam consumidores; já lojas Montana Express adotarão sacolas de papel.

Para ajudar a divulgar a campanha e sensibilizar os paulistanos sobre a importância de substituir as sacolas plásticas por outras reutilizáveis, a APAS começou a espalhar, a partir do dia 16, obras assinadas pela Attack Intervenções Urbanas, do artista Eduardo Srur. São esculturas de sacolas gigantes – com mais de 4 metros de altura – que ficarão expostas por um mês em 11 pontos estratégicos da cidade, como Parques Ibirapuera e Villa Lobos, avenida Paulista e centro da capital.
A suspensão da entrega das sacolinhas plásticas foi estabelecida por meio de um Termo de Cooperação assinado com o Governo do Estado de São Paulo em maio de 2011. Depois disso, representantes da APAS passaram a percorrer os municípios paulistas atrás de apoio de prefeitos e outra autoridades. A Prefeitura de São Paulo aderiu oficialmente à campanha no dia 15 de dezembro. 
No mesmo dia, foi confirmada a adesão das três grandes redes – Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart -, contribuindo para que mais de 1,7 bilhão de sacolas descartáveis deixem de ser distribuídas em suas 600 lojas no estado. A rede Sonda, com 24 lojas na grande São Paulo, também entrou na campanha. No total, os supermercadistas associados à APAS somam 2.600 lojas em todo o Estado. 

- Informações fornecidas pela Agência de Proteção Ambiental revelam que são consumidos anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo.

- Menos de 1% dos sacos é reciclado. É mais caro reciclar um saco do que produzir um novo.
- “Existe uma economia áspera por trás da reciclagem dos sacos plásticos. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32”. (Jared Blumenfeld, Diretor do Departamento de Meio Ambiente em São Francisco.)

- Os sacos encontram o caminho para o mar nos bueiros e encanamentos.

- Os saquinhos plásticos se fotodegradam: com o passar do tempo se decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos, como é o caso das sacolas plásticas oxibiodegradáveis.

- Partículas ou mesmo sacos plásticos podem entrar para a cadeia alimentar e o efeito a vida silvestre pode ser catastrófico.
- Cerca de 200 diferentes espécies de vida silvestre e marinha, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos sacos plásticos.








 


Também os animais silvestres, todos podem confundir com alimento.




















- Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar 6 saquinhos plásticos por semana ou seja, 22.176 sacos ao longo da vida.

- Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas.
- Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo.

- Reduzindo o uso dos sacos plásticos diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos...

- A China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos. 
A OPÇÃO É SUA, O PLANETA É NOSSO
(http://www.ecologicpack.com.br/porqueusar.aspx)

Até aí, perfeito! As sacolas provocam danos ao meio ambiente e TEMOS TODOS que colaborar, a população, o comércio e a indústria. A propósito, qual será a colaboração do comércio que passa a cobrar R$0,20 pelas sacolas biodegradáveis? E a indústria, passará a utilizar materiais alternativos, já que o plástico está presente em grande parte das embalagens, principalmente da indústria alimentícia?

E os sacos de lixo, aqueles pretões, ou azuis, como queiram, que agora, na falta das sacolinhas de supermercado, todos compraremos, poluem menos?

Eu uso as eco bags já tem alguns anos, desde que surgiu essa discussão dos danos do plástico ao meio ambiente, mas, confesso, impossível colocar todas as compras na sacola de tecido sem separar os congelados, os secos, os molhados, os produtos de limpeza, em sacolas plásticas, que não resistiria, uma só, ao peso desses produtos. Mesmo continuando a usá-las, entendo que contribuo para a diminuição do consumo.


Vamos combinar, as ecobags podem ser bem charmosas

Mas...,  VINTE CENTAVOS CADA SACOLA BIODEGRADÁVEL? Que acordo foi esse com as grandes redes de supermercados? Quanto ganharão com o não fornecimento das sacolas plásticas?

terça-feira, janeiro 24

* Basta!!


Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski


Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky (em russo: Влади́мир Влади́мирович Маяко́вский; Bagdadi, 7 de julho (calendário juliano) / 19 de julho (calendário gregoriano) de 1893 – Moscou, 14 de abril de 1930) foi um poeta, dramaturgo e teórico russo, frequentemente citado como um dos maiores poetas do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Eliot, bem como "o maior poeta do futurismo".



Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

segunda-feira, janeiro 23

* Pinheirinho - São José dos Campos - SP.

22 de janeiro de 2012.


Depois da operação "espalha craqueiro" na capital do estado de São Paulo, a gloriosa PM a serviço e comando do governador Geraldo Alckmin, agora se dedica a reintegração de posse de uma área ocupada desde 2004, em São José dos Campos, a 87 quilometros da capital. No local, viviam cerca de 1.600 famílias, segundo o censo da Prefeitura. Com o tempo, o Pinheirinho se tornou um bairro, com comércio variado e igrejas.


As pessoas que foram expulsas de suas casas, nem sempre barracos, não puderam retirar seus pertences e foram encaminhadas para abrigos improvisados, homens, mulheres, crianças, idosos, cadastrados para futuros empreendimentos que possam vir a abrigá-los definitivamente, quem sabe...! Cerca de mil moradores se abrigaram na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e chegaram a ser atacados com bombas pela PM, por volta das 23h.

Nada fala mais alto do que as imagens!!!A reintegração de posse – autorizada pela Justiça – foi realizada pela Polícia Militar e teve início às 6h deste domingo. Participaram da operação 1.800 homens.


Polícia armada, não só com armas de efeito moral.


Essa é a realidade do estado que mais arrecada no Brasil.
Não estamos questionando o direito de posse de ninguém, resta saber se cabe ao governo garantir o direito de poucos em prejuizo do direito de muitos, ou se não seria possível garantir um abrigo definitivo para essas pessoas, antes de jogá-las em depósitos improvisados com a promessa (APENAS ISSO..!) de que a médio ou longo prazo algumas medidas serão tomadas para que não se transformem em moradores de rua.
Na área, com cerca de 1 milhão de metros quadrados e ocupada há sete anos, vivem, segundo levantamento da prefeitura, 6 mil pessoas. Já para os moradores, esse número é de 9,6 mil.




Talvez pareça irrelevante, mas o terreno que acabam de desocupar, pertence à massa falida da empresa Selecta Comércio e Indústria S/A, do investidor vigarista NAJI NAHAS, alguém lembra dele?

Remember:
" Naji Robert Nahas é um empresário, atuando como comitente de grande porte na área de investimentos e especulação financeira. Brasileiro nascido no Líbano. Chegou ao Brasil no começo da década de 1970 com 50 milhões de dólares para investir e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de produção de coelhos, banco, seguradora e outros. Tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989.
De acordo com reportagem da revista Veja, Nahas tomava emprestado de bancos e aplicava na bolsa, fazendo negócios consigo mesmo por meio de laranjas e corretores, inflando as cotações. Ante grandes valorizações de ações, os bancos pararam de lhe emprestar, causando quebra em cascata na bolsa do Rio, que nunca se recuperou totalmente. Após todos os processos referentes a este caso terem sido julgados, foi absolvido de todas as acusações."

Já circula pela região panfletos de um grande projeto imobiliário de luxo, cuja construção deve iniciar num futuro muito próximo. Como na capital de São Paulo, não existe preocupação com os cidadãos, o que existe é a pressa dos especuladores imobilíários, com as benções do governador do estado e prefeitos.


A justiça federal não pode intervir numa decisão da justiça estadual.

domingo, janeiro 22

* Xangô e Dragão prometem

Xangô é um Orixá forte, inteligente e criativo. As pessoas que tem sua proteção podem se considerar  vencedoras. Costumam tomar decisões certeiras graças à audácia e à justiça que possuem. Gostam de receber elogios pelas coisas que fazem. Xangô também é considerado o Orixá do fogo, já que é poderoso, autoritário, e inspira respeito por aonde passa. Extremamente sensual, ele teve três esposas: Iansã, Oxum e Obá. Como nunca se sentia derrotado, toda sua conquista era realizada de peito aberto. Seu senso de justiça é representado pelo raio e pelo trovão. Embora passe uma imagem repressiva, Xangô sempre soube separar o bem do mal. A mentira e a falsidade são coisas que seus filhos não admitem. Mesmo autoritários e dominadores, sabem muito bem separar o certo do errado e adoram curtir prazeres que a vida oferece. Diante de qualquer problema, às vezes chegam a criar inimizades pela maneira franca de dizer tudo o que pensam. Mas mesmo assim, são adorados pela maioria das pessoas.
Dia da Semana: Quarta-feira

Saudação: Kaô Kabiesilê

Cores: Vermelho e branco

Símbolo: Oxé ( machado de duas laminas )

Alimento Principal: Amalá
2012 começa num domingo, sob a regência de Oxalá, o pai de todos os Orixás, dos homens e de todas as criaturas. Senhor do branco, da paz, da visão, da paciência, da harmonia e da concórdia. O ano começa ainda um pouco conturbado e com alguns resquícios de 2011, com algumas disputas, brigas e dificuldades, mas como Oxalá é pacífico por natureza, após os três primeiros meses o dono das cabeças, das decisões e das escolhas, mostrará toda a sua força e então poderemos sentir um pouco mais da sua influência durante a regência de 2012. Apesar de contarmos com a benevolência de Oxalá, o Orixá nos alerta que 2012 será um ano de julgamentos, acerto de contas e resgates de Karma. Tudo o que plantamos nos anos anteriores será colhido em 2012. Se nossas ações foram positivas, colheremos os seus frutos, mas se ao contrário, tivermos plantado a discórdia, certamente sofreremos suas consequências. Mas mesmo nesses casos, nem tudo está perdido. Como Oxalá é um pai bondoso e carinhoso, poderemos sempre contar com seu perdão e misericórdia, basta para isso que nosso arrependimento seja sincero e que procuremos não repetir os mesmos erros do passado.

Comemoração em São Paulo do início do ano do Dragão






Oficialmente o ano novo chinês só começa dia 23 de janeiro, mas a energia do dragão já começa a provocar mudanças. ‘“Este não será um ano comum, nem uma época ordinária”, alerta Neil Somerville, um dos mais renomados estudiosos da astrologia chinesa no Ocidente. Há 25 anos ele publica seu anuário nos Estados Unidos. Há 19 ele é traduzido para o português e publicado no Brasil pela Editora Nova Era. Com o livro nas mãos a gente antecipa a tendência dos próximos doze meses.

Os anos do dragão são cheios de ação e oportunidades. São anos que favorecem o progresso, mas as oportunidades precisam ser aproveitadas quando aparecem. Neste ano acelerado não há tempo a perder.

Outro fator significativo será a questão da identidade nacional, com muitas pessoas preocupadas com o papel que seus países exercem no mundo. “Pequenos partidos e minorias vão desempenhar um papel ativo e influente”, diz Neil, lembrando que foi no ano do dragão de 1988 que o mundo conheceu a força do Movimento Solidariedade, na Polônia.

Para os astrônomos também deve ser um ano importante. O último ano do dragão assistiu à identificação de dois novos planetas e este ano deve haver mais algumas descobertas surpreendentes.

Uma característica marcante dos anos do dragão é que eles favorecem a expressão. No mundo da moda isso se traduz por novos estilos. No cinema avanços nas técnicas de fotografia. E na internet progressos instigantes, principalmente para projetos de entretenimento em casa.

Como abre-alas do Carnaval, o dragão despeja energia. Os chineses o consideram um ano de muito boa sorte, que favorece casamentos e o início de uma família ou negócios. é também uma no que passa voando. Por isso, sejam lá quais forem seus planos, esta é a hora de colocá-los em prática.
Agora é pra valer: Feliz Ano!

sábado, janeiro 21

* Amém!


Perder-se também é caminho





Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Clarice Lispector




 
Clarice Lispector, nascida Haia Pinkhasovna Lispector (Tchetchelnik, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora e jornalista brasileira, nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira.De origem judaica, Clarice foi a terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Nasceu na cidade de Tchetchelnik enquanto seus pais percorriam várias aldeias da Ucrânia por conta da perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Chegou ao Brasil quando tinha dois meses de idade, e sempre que questionada de sua nacionalidade, Clarice afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia - "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil.