Parabéns, Raimundo Pereira, alguém tem que falar a verdade sobre o Mensalão.
Raimundo Rodrigues Pereira (Exu, 8 de setembro de 1940) é um
jornalista brasileiro. Integrou a equipe que lançou a revista Veja. Dirigiu o
Jornal Movimento, a Revista Senhor, a enciclopédia e a revista Retrato do
Brasil. Foi repórter da revista Realidade, Ciência Ilustrada, Veja, Isto É e
Jornal da Tarde.
Atualmente dirige o projeto jornalístico Oficina da
Informação, que edita a revista Grandes Reportagens.
Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962
— Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001) foi uma cantora e violonista do rock
brasileiro dos anos 1990.
Filha de um sargento paraquedista do Exército e de uma
dona-de-casa, seu nome foi sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia.
Nascida no Rio de Janeiro, aos 6 anos mudou-se com a família
para Belo Horizonte. Aos 10, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, voltou
para o Rio. O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um
violão de presente. Tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18, chegou a
Brasília. Ali, cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas
óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró.
Também fez parte, durante dois anos, do primeiro trio elétrico de Brasília,
denominado Massa Real, e tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários
bares (como o Bom Demais), cantando e tocando. Despontou no mundo artístico em
1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro.
Um ano mais tarde, foi para Minas Gerais, onde trabalhou
como servente de pedreiro. "Fiz massa e assentei tijolos", contava.
Na escola, não chegou a terminar o ensino médio, por causa também dos shows que
fazia, não teria tempo para estudar.
Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical,
interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e
Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque,
passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até
sambas de Riachão e rocks clássicos de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Rita Lee,
Beatles, John Lennon e Nirvana.
Teve uma trajetória musical bastante importante, embora
curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze
anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou. Ajudada por um
tio seu, gravou uma fita demo com a canção "Por enquanto", de Renato
Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação de
Cássia pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de
Wagner Tiso intitulado "Baobab".
Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante
intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada
constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda,
singulares, personalizadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter assumido
uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que
gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco,
Cássia Eller, de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do
sucesso da faixa "Por enquanto" de Renato Russo); "Eles"
(dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (dela com
Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal
(1992).
Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria
Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado
carinhosamente de Chicão). Ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho.
Ele faleceu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco.
Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua
companheira.
2001: o ano que não acabou
2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13
de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião,
samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o
organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão
Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta
apresentação.
Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que
levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico
MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um
grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria,
voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis),
os músicos da banda Luiz Brasil (direção musical /cifras / violões e bandolim),
Walter Villaça (violões e bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans
(piano acústico Hammond e órgão Hammond), João Vianna (bateria, surdo, ganzá,
ralador e lâmina), Lan Lan (percussão) e Thamyma Brasil (percussão), os músicos
convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino
(contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite
(sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17
faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. O
álbum vendeu até hoje mais de um milhão de cópias e se tornou o maior sucesso
da carreira de Cássia, sendo que até então, apesar das boas vendagens e da
experiência, ela não era considerada uma cantora extremamente popular.
No mesmo ano de 2001, ela se apresentaria no Video Music
Brasil, da MTV, ao lado de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Nando Reis com
"Top Top" d'Os Mutantes, presente no seu "Acústico MTV".
No fim do ano, ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra
da Tijuca, no Rio, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes,
em 29 de dezembro. Foi substituída por Luciana Mello. Em vários pontos do Rio
de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a homenagem da passagem do ano
em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à
cantora em seus shows, na virada do ano.
Morte
Cássia Eller faleceu em 29 de dezembro de 2001, com apenas
39 anos, no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio
repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que ela já fora
usuária de cocaína. A suspeita foi considerada inicialmente como causa da
morte, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do
Rio de Janeiro após autópsia. Encontra-se sepultada no Cemitério Jardim da
Saudade no Rio de Janeiro.
Noto que virou moda na imprensa brasileira falar mal das
mulheres independentes. Qualquer um que deseje cinco minutos de fama desce o
cacete no “feminismo”, entendido como a atitude autossuficiente das mulheres em
relação aos homens. No jornal que eu assino, houve na última semana dois
artigos esculhambando mulheres que trabalham e não parecem interessadas em
homens. Além do esforço deliberado para causar indignação - que virou praga no
jornalismo brasileiro – acho que existe por trás dessas bobagens um verdadeiro
sentimento reacionário.
Muitos homens gostariam de voltar ao período em que todos os
empregos e todas as prerrogativas pertenciam a eles. Muitas mulheres estão
cansadas – ou assustadas com a perspectiva – de trabalhar duro pelo resto da
vida, acumulando funções de mãe, dona de casa e funcionária exemplar. Em meio a
eles, milhões estão inseguros sobre o seu ponto de vista ou sua situação
social. Minha impressão é que começamos a viver um tempo de nostalgia,
alimentado pela sensação de que a relações entre homens e mulheres nunca mais
serão como antes. Tem gente morrendo de medo de ficar obsoleto.
Não é por acaso que os textos de ataque às feministas sempre
arrumam um jeito de ironizar as mulheres que “vivem sem homem”. Os autores
dizem que a independência afetiva das mulheres não passa de embromação. Sugerem
que todas elas gostariam de ter um macho forte e provedor que as levasse pelo
braço. “É genético!”, garantem. Na falta de um homem de verdade, cercadas de
moleques incapazes de assumir seu lugar histórico, as solitárias inventariam
fantasias de autossuficiência.
Eu, francamente, não sei de onde vem tanta bile. Qual é o
problema das mulheres dizerem que são independentes e que vivem na boa sem um
cara que conserte a pia? Em muitos casos é a pura verdade. Entre ter um
casamento de merda e ir ao cinema sozinhas, escolhem a segunda opção - mas tem
gente que se ofende com isso. Os cáusticos talvez achem que a mulherada deveria
aguentar qualquer marmanjo. Ou então ficar chorando pelos cantos quando o
impiastro fosse embora, em vez de erguer a cabeça e tocar a vida, orgulhosas.
As mulheres parecem que discordam. Qual o problema?
Isso significa o fim das relações estáveis entre homem e
mulher? Não! Nunca ouvi qualquer mulher heterossexual dizer que não queria mais
homens. Algumas não querem casar ou morar junto, mas isso é 100% diferente de
recusar uma relação afetiva. Outras dizem preferir ficar sozinhas a estar com
homens que não amam. Parece sensato. Há muitas solteiras e divorciadas no mundo
em que eu vivo, mas isso pode ser apenas inevitável. Não anda fácil arrumar
parceiros estáveis, de qualquer sexo. Enfim, vejo mulheres sozinhas, mas nenhum
movimento que dispense ou hostilize a presença masculina.
Por que, então, tantos homens se sentem ameaçados?
Não sei. Mas a minha impressão é que viver nesse mundo de
mulheres autossuficientes está se tornando complicado. Se a mulher não precisa
mais do nosso dinheiro para sobreviver, pode ir embora a qualquer momento. Isso
é muito inquietante. Dentro de casa, elas passaram a exigir que o sujeito saia
do sofá e colabore na hora de fazer comida e de cuidar dos filhos. Um saco. Por
trabalhar, as mulheres estão em contato diário com outros homens, potenciais
concorrentes. Há que ter nervos para lidar com isso. Antes, uma mulher que
trocasse de parceiros depois do casamento era punida com uma bruta censura
social, senão com violência pura e simples. Agora, as mulheres fazem a troca
sem que os parceiros possam objetar uma vírgula.
Enfim, o nível de
controle masculino sobre o que as mulheres vestem, falam ou fazem caiu
espetacularmente. Elas estão livres inclusive para repetir nossos comportamentos
mais destrutivos e egoístas, e muitas vezes o fazem. Conviver com isso requer
personalidades menos controladoras, gente mais segura e confiante, homens
dispostos a colaborar em relativa igualdade. Quantos caras você conhece que
cabem nessa definição? Poucos – e não adianta procurar entre os que odeiam as
feministas... (Ivan Martins)
Ivan Martins é diretor executivo da revista Época e colunista.
Esse artigo abre no ENEPA mais um marcador: HOMENS COM H MAIÚSCULO. Que sejam todos benvindos a esse modesto espaço!
TRÂNSITO AGORA: acompanhe o trânsito em São Paulo e o
tráfego nas estradas de SP nesta segunda-feira.
10h36 - A Avenida Cruzeiro do Sul tem 3,5 km de
engarrafamento, no sentido Ipiranga, da Rua Conselheiro Saraiva até a Avenida
do Estado.
10h35 - O corredor norte sul tem 8 km de congestionamento,
no sentido Santana, do Viaduto João Julião da Costa Aguiar até a Praça João
Mendes.
10h34 - São Paulo tem 41 semáforos apagados e 50 em amarelo
intermitente.
10h17 - A Rodovia Presidente Dutra tem trânsito ruim no
sentido São Paulo, do km 230 ao 231; do km 222 ao 229; do km 214 ao 225 e do km
199 ao 212; já no sentido Rio, o motorista encontra congestionamento do km 22
ao 219.
10h09 - São Paulo registra a 2ª maior lentidão em uma manhã
no ano, com 245 km de vias engarrafadas às 10h. A primeira havia sido no dia 23
de maio, quando houve greve dos metroviários, com 249 km de lentidão no mesmo
horário.
10h08 - A zona sul de São Paulo é a que tem vias com maior
congestionamento, com 87 km de lentidão.
9h56 - A Avenida Faria Lima tem 2,6 km de engarrafamento, no
sentido Pinheiros, da Avenida Juscelino Kubitschek.
9h50 - A Avenida Sumaré tem um ponto de alagamento
intransitável, no sentido Sumaré, próximo à Praça Marrey Junior
9h48 - A Marginal Pinheiros tem 12,2 km de trânsito ruim, na
pista expressa sentido Castelo, da Avenida Interlagos até a Avenida Juscelino
Kubitschek; já no sentido Interlagos, a pista expressa da marginal tem 9,3 km
de lentidão, da Rodovia Castelo Branco até a Ponte Cidade Jardim.
9h44 - A Avenida Paulista tem 2,7 km de congestionamento, no
sentido Paraíso, do acesso pela Avenida Doutor Arnaldo até a Praça Oswaldo Cruz.
9h21 - A Avenida dos Bandeirantes tem 7,1 km de
engarrafamento, no sentido marginal, do Viaduto Aliomar Baleeiro até a Marginal
Pinheiros.
9h20 - Avenida Washington Luis, sentido Centro, com trânsito
lento entre Renato Paquet e viaduto Julião da Costa Aguiar.
9h12 - Alagamento na pista local da Marginal Tietê, sentido
Castelo Branco, ocupa faixa da direita embaixo da Ponte da Freguesia do Ó
9h07 - Avenida Doutor Arnaldo, sentido Paulista, com
trânsito congestionado desde antes do metrô Sumaré.
9h - São Paulo com 211 kmde vias congestionadas, segundo a CET, segundo maior congestionamento
do ano pela manhã. No metrô, as linhas Verde, Azul, Lilás e Vermelha operam com
velocidade reduzida.
8h51 - Vinte Três/R Berta/M Guimarães, sentido Aeroporto,
com trânsito lento entre a praça da Bandeira e o viaduto João Jorge Saad.
8h41 - Chuva deixa Marginal Tietê, Marginal Pinheiros e
zonas leste, norte, sudeste, oeste e central em estado de atenção.
8h40 - São Paulo com 14 pontos de alagamento, de acordo com
o CGE. Na Avenida Otaviano Alves de Lima, na Freguesia do Ó, há um ponto
intransitável.
8h34 - Pista central da Marginal Tietê, sentido Castelo
Branco, com trânsito lento entre a ponte Julio de Mesquita Neto e Atílio
Fontana.
8h20 - Avenida dos Bandeirantes, sentido Marginal, com
trânsito lento entre Aliomar Baleeiro e Marginal Pinheiros
8h15- Pista expressa da Marginal Tietê, sentido Castelo
Branco, com trânsito lento entre a 50 m depois da ponte Julio de Mesquita Neto
até a Castelo Branco
8h - Pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castelo,
com 12 km de trânsito lento entre Interlagos e Juscelino Kubitschek até
Interlagos. (msn)
Essa é a cidade que Haddad assumirá em 1º de janeiro de 2013. Essa é a cidade que repudiou Serra, eleito duas vezes prefeito, que elegeu Kassab prefeito, com a promessa de resolver as questões de enchentes e transporte público. NEM SEMÁFORO ESSA PREFEITURA CONSEGUE FAZER FUNCIONAR!
Geraldo Vandré, foi um nome artístico utilizado por Geraldo
Pedroso de Araújo Dias (João Pessoa, 12 de setembro de 1935) e pelo qual
continua sendo conhecido até a atualidade. Geraldo é advogado, e um dos maiores
cantores e compositores brasileiros. Seu sobrenome é uma abreviatura do
sobrenome do seu pai, José Vandregísilo.
Foi o primeiro filho do casal José Vandregísilo e Marta. O
nome artístico Vandré é uma abreviatura do segundo nome do pai.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, tendo ingressado na
Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela
qual se formou em 1961. Militante estudantil, participou ativamente do Centro
Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Conheceu Carlos Lyra, que se tornou seu parceiro em músicas
como "Quem Quiser Encontrar o Amor" e "Aruanda", gravadas
por Lyra. Gravou seu primeiro LP, "Geraldo Vandré", em 1964, com as
músicas "Fica Mal com Deus" e "Menino das Laranjas", entre
outras.
Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular
Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair
Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico
Buarque.
Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção
com Pra não Dizer que não Falei de Flores, mais conhecida por Caminhando. A
composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que
fazia oposição à ditadura militar durante o governo militar, e foi censurada. O
Refrão "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a
hora, / Não espera acontecer" foi interpretado como uma chamada à luta
armada contra os ditadores. No festival, a música ficou em segundo lugar,
perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim. A música Sabiá foi vaiada
pelo público presente no festival, que bradava, exigindo que o prêmio viesse a
ser da música de Geraldo Vandré.
Simone foi a primeira artista a cantar Pra não dizer que não
falei de flores após do fim da censura.
Hoje, Geraldo Vandré reside no centro da cidade de São
Paulo, mas sempre viaja para o Rio de Janeiro ou Imbituba, no litoral sul de
Santa Catarina. Em 12 de setembro de 2010 (dia de seu aniversário de 75 anos),
Vandré concedeu no Clube de Aeronáutica no Rio de Janeiro uma polêmica
entrevista ao jornalista Geneton Moraes
Neto, onde critica o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma
que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida
pela ditadura militar, mas sim pela falta de motivação para compor ao público
brasileiro, vítima do processo de massificação cultural.
Carreira artistica
Primeiras canções
Vandré iniciou carreira musical nos anos 60, tornando-se
famoso, pelas suas músicas que se tornaram ícones da oposição ao regime militar
de 1964, como "Porta Estandarte", "Arueira", "Pra não
dizer que não falei de flores", entre outras. Canções legitimamente
populares.
O sucesso maior veio com "Disparada", vencedora
junto com A Banda de Chico Buarque do Festival da Canção da TV Record em 1966.
Ao saber que sua música havia ganhado Chico Buarque, solicitou que "A
Banda" dividisse o primeiro lugar com "Disparada", história
desconhecida até 2003 quando Zuza Homem de Mello, lançou seu livro "A era dos
Festivais - Uma Parábola". Neste livro ele revela que Chico Buarque ao
saber que sua música havia ganhado, não concordou com o resultado, pois
considerava "Disparada" melhor e não aceitaria o prêmio, a situação
foi resolvida quando foi informado que ele e Geraldo Vandré dividiriam o
prêmio. Em 1968 ao defender "Pra não dizer que não falei de flores"
no "Festival de Música Popular Brasileira" criou um dos hinos da
resistência ao regime militar que ficou conhecido pela primeira palavra:
"Caminhando". Além de estar em uma nova situação envolvendo ele e
Chico Buarque. "Sabiá" de Tom jobim e Chico Buarque foi declarada
vencedora, mas o público se revoltou, pois queriam "Pra não dizer que não
falei das flores" que acabou ficando em segundo lugar. Enquanto se apresentavam
Cynara e Cybele ao lado de Tom Jobim e Chico Buarque foram vaiados durante a
apresentação como música campeã. Este se tornou um dos momento mais
emblemáticos da história dos festivais.
Censura - AI 5
Ainda em 1968, com o AI-5, Vandré foi obrigado a exilar-se.
Depois de passar dias escondido na fazenda da viúva de Guimarães Rosa, falecido
no ano anterior (setores da imprensa afirmam que ele também teria sido
escondido pelo governador de São Paulo Abreu Sodré no Palácio dos Bandeirantes),
o compositor partiu para o Chile e, de lá, para a França. Voltou ao Brasil em
1973. Até hoje, vive em São Paulo e compõe. Muitos, porém, acreditam que Vandré
tenha enlouquecido por causa de supostas torturas que ele teria sofrido pelo
governo militar. Em entrevista no ano de 2010[3] essas especulações foram
desmentidas pelo cantor, dizendo que só não se apresenta mais porque sua imagem
de "Che Guevara Cantor" abafa sua obra.
Canções após o exílio
Após o exílio, Vandré foi vigiado de perto pelos militares,
sem poder expressar o retrato do Brasil à época. Logo após o Retorno ao Brasil,
Vandré compôs a canção "Fabiana", em homenagem à Força Aérea
Brasileira.
Geraldo Vandré abandonou a vida pública e se afastou do
mundo artístico, atuando como advogado . Tal afastamento foi alvo de inúmeros
boatos que vinculavam sua suposta descrença na esquerda, sua mudança ideológica
e seu abandono da vida artística aos atos de tortura supostamente sofridos. (Wikipédia)
Além de amar a produção musical de Vandré, letrista brilhante, importante para o período que aconteceu, temos alguma coisa em comum, nascemos em 12 de setembro. Vandré me parece incompreensível nas suas conclusões, ainda acredito que sofre até hoje sequelas da violência sofrida nos porões da didatura militar.
Valério
entrega líderes tucanos para escapar de processo no STF
Os mesmos petardos jurídicos disparados do Supremo Tribunal
Federal (STF) por Joaquim Barbosa, presidente eleito da Corte e relator da Ação
Penal 470, contra os principais líderes do Partido dos Trabalhadores (PT),
partem agora na direção dos envolvidos na origem do escândalo que recebeu o
apelido de ‘mensalão tucano’. O advogado Dino Miraglia, de Belo Horizonte,
procurou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais para pedir proteção à vida
dele e de seu cliente, Nilton Antonio Monteiro, após peticionar ao Supremo para
que estabeleça a conexão entre o caso conhecido como ‘lista de Furnas’ e o
‘mensalão tucano’, iniciado por Marcos Valério durante o governo do hoje
senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Em linha com o estilo do ministro Barbosa de detalhar as
peripécias de Valério e seus cúmplices no ‘mensalão petista’, o caso da ‘lista
de Furnas’, contido no inquérito 3530 do STF, acusa tucanos de alta plumagem,
entre eles Azeredo, Clesio Andrade e Walfrido dos Mares Guia, de crimes como
assassinato, explosões, incêndios, perseguições e até o suborno de magistrados
da própria Corte Suprema. Compra de votos, no caso, seria o menor dos pecados
cometidos pela quadrilha mineira. Segundo Miraglia, fitas transcritas do
depoimento de outro advogado, Joaquim Engler Filho – então ligado ao PSDB
mineiro – ao delegado João Otacílio Silva Neto, no Departamento Estadual de
Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais, em 24 de janeiro de 2008,
“comprovam o esquema montado para abafar o ‘mensalão mineiro”.
– As fitas transcritas com o depoimento de Engler Filho, que
integram o inquérito 3530, denunciam a atuação do grupo político ligado ao PSDB
mineiro e nacional, na tentativa de calar o denunciante do ‘mensalão tucano’,
Nilton Monteiro. Ele foi igualmente responsável por trazer a público a ‘lista
de Furnas’, comprovando o esquema montado por Dimas Fabiano, ex-dirigente da
empresa estatal, para favorecer e financiar candidatos e campanhas eleitorais
do PSDB. Nossa petição foi para que este inquérito seja juntado à Ação Penal
536, que comprova a ação ilícita ocorrida em Minas Gerais durante a gestão
tucana – afirmou Miraglia ao Correio do Brasil.
Para o advogado, o acordo de Marcos Valério para obter
vantagens jurídicas com a ‘delação premiada’ não está no âmbito da AP 470, que
julga o ‘mensalão petista’, mas na AP 536, da qual Barbosa também é relator.
– O Marcos Valério está entregando todo mundo do PSDB. O
esquema todo, para se livrar das penas que deverá receber quando esta ação for
julgada. Quanto ao ‘mensalão petista’ não há mais muito o que fazer, mas na
ação contra os tucanos, ele está contando tudo o que sabe. Minas está em
polvorosa, porque a AP 536, após a juntada do inquérito 3530, transforma-se em
um vendaval, capaz de revelar em detalhes toda a corrupção e demais crimes
cometidos pelo alto escalão da República, na época do governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso – relata Miraglia.(Correio do Brasil)
Por isso tanto segredo sobre as atuais denuncias de Marcos Valério?
Os artistas Hamilton Yokota (conhecido como Titi Freak) e
Márcio Penha (Presto) grafitaram a fachada da embaixada brasileira em Tokyo,
que fica no bairro de Aoyama.
A ação fez parte da Tokyo Designers Week, que terminou no
dia 5 de novembro.
A obra apresenta referências da cultura e folclore do
Brasil, como a figura do índio, tucano, carranca, bumba-meu-boi e saci-pererê,
entre outras.
O processo foi filmado ao vivo e teve transmissão por
streaming via internet. É possível assistir às gravações aqui.
Titi Freak nasceu em São Paulo, mas hoje vive em Osaka. No
fim de 2011, ele grafitou a fachada de casas temporárias na cidade de
Ishinomaki, uma das mais danificadas pelo tsunami que atingiu a região nordeste
do país no ano passado. Mário Penha (Presto), paulistano, estudou no Colegio Carlos de Campos, berço de graffiteiros paulistanos renomados.(madeinjapan/Uol)
Tem um vídeo muito legal da BBC que não consegui trazer, quem quiser ver, segue o link:
Obama responde a carta de menina que sofre bullying por ter
dois pais
'Se você fosse eu e tivesse dois pais, o que faria?', diz
garota de 10 anos.
Presidente, que é a favor do casamento homossexual, deu
conselhos.
O presidente reeleito dos EUA, Barack Obama, respondeu à
carta de uma menina que sofre bullying por ter dois pais, relata o jornal
"Huffington Post", que publicou os dois documentos.
A carta de Sophia Bailey, endereçada ao presidente, foi
escrita em maio e publicada no Facebook por um de seus pais. A menina redigiu
que se sente "feliz por você [Obama] concordar que dois homens podem se
amar porque eu tenho dois pais e eles se amam, mas na escola crianças pensam
que isso é nojento e estranho". "Se você fosse eu e tivesse dois pais
que se amam e crianças na escola te ofendessem por isso, o que faria?",
completa.
O presidente já se colocou a favor do casamento homossexual.
De acordo com o jornal, Obama respondeu à carta no dia 1 de
novembro, a cinco dias da eleição. Os dois pais da menina "são sortudos
por ter uma filha especial como você", escreveu. "Uma boa regra é
tratar os outros assim como você espera que eles te tratem. Lembre seus amigos
da escola dessa regra se eles disserem algo que machuca seus sentimentos",
aconselhou.
Reeleito nesta quarta-feira (7), Barack Obama disse que,
para os Estados Unidos, "o melhor ainda está por vir" e que ele volta
à Casa Branca "mais determinado e inspirado" para o segundo mandato.(G1)
Discussões sobre uma nova realidade! E no Brasil alguns imbecis fazem um carnaval fora de época quando se resolve combater o preconceito!