Banda punk feminista interpreta canção profana numa catedral
de Moscou
Numa ação ousada e bem-humorada, feministas radicais da banda de punk rock Pussy Riot subiram ao altar da principal igreja ortodoxa de Moscou, a Catedral do Cristo Salvador, e cantaram "Santa Merda, uma oração punk", invocando a ajuda dos céus para "escorraçar Putin". O caso teve uma enorme repercussão na Rússia e foi aberto um processo no qual as meninas foram enquadradas no artigo “vandalismo” e podem pegar até sete anos de prisão.
A performance aconteceu na terça-feira 21 de fevereiro,
com as meninas do Pussy Riot a cantarem freneticamente com máscaras cobrindo o
rosto e roupas coloridas, sendo interrompidas pela intervenção de beatas e
seguranças que arrastaram as ativistas para fora da igreja.
No início desde ano várias integrantes da banda foram
detidas na Praça Vermelha de Moscou, após uma ação perto da Catedral de São
Basílio. Oito meninas em pleno dia subiram ao Lobnoe mesto (Lugar das
Proclamações), ligaram o equipamento de som e cantaram a canção “Revolta na
Rússia”, dedicada ao primeiro-ministro, Vladimir Putin.
Funcionários do Serviço de Segurança Federal não reagiram
imediatamente, e a canção foi executada até o fim. As participantes foram
detidas, mas libertadas depois de várias horas. Agora elas esperam para
comparecer ao tribunal administrativo.
A banda já executou ilegalmente outras performances, como ao
lado do pavilhão de isolamento onde foram detidos oposicionistas russos, as
meninas cantaram a sua canção “Morte a prisão, liberdade a protesto”.
Com máscaras de esqui e vestidos coloridos, guitarras e
microfones nas mãos, elas desafiam o poder e a polícia em Moscou, cantando
versos profanos e provocatórios, convencidas de que "a revolução na Rússia
deve ser feita principalmente pelas mulheres". O Pussy Riot, coletivo
"punk de feministas radicais", como se auto definem, tem um objetivo
simples e ambicioso: "combater o macho Putin, rompendo com a cultura
paternalista e sexista que ainda impera na Rússia".
Integrantes da banda foram condenadas há dois anos de prisão e recebem apoio de simpatizantes em manifestações por todo mundo.
Pela liberdade de expressão!
As mulheres estão tomando o poder; as mulheres estão dominando o mercado de trabalho; as mulheres estão vivendo mais; as mulheres são o sexo forte e as mulheres têm poder de sobra para chutar o traseiro do patriarcalismo...
ResponderExcluirO que parece ser anarquismo feminino hoje, certamente será visto como uma revolução amanhã. Não duvido que as "delinquentes" de hoje se orgulhem de dizer às suas netas amanhã: "Meninas, eu vi!"
O mundo precisa de igualdade e de respeito às diferenças.
Abração.
Não espero equilíbrio, acho que o "sexo frágil" perde a noção de limite muitas vezes, mas sem dúvida, a participação da mulher é fato, e as mudanças são inevitáveis. Testemunhamos uma virada na história da humanidade. Obrigada Wellington!
ExcluirBeijos meus