quinta-feira, agosto 29

* Micheline Borges - Será que é jornalista mesmo?



"Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência...Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)", diz a mensagem postada durante a manhã

 
Declaração de uma jornalista do Rio Grande do Norte sobre a aparência das médicas cubanas que chegaram ao Brasil para trabalhar no Programa Mais Médicos gerou polêmica nas redes sociais nesta terça-feira (27). A jornalista Micheline Borges publicou que as médicas têm cara de "empregada doméstica" e questiona se as mulheres são mesmo profissionais da saúde. "Será que são médicas mesmo?", contesta. Ela excluiu a conta na rede social após a repercussão da mensagem, que gerou mais de cinco mil compartilhamentos até as 16h desta terça.

 
 
Nota da blogueira: Pra ver como as aparências enganam, com essa "inteligentíssima" conclusão, eu juraria que você  é só uma aspirante a modelo/dançarina/maria chuteira... É jornalista mesmo? Se formou onde, heim? Divulga! Precisamos saber onde se formam imbecis como você!
 
Em tempo: Esta sendo processada pelo sindicato das empregadas domésticas (por enquanto é só por ele..!).. ahahahahahahahahaha.. Tadinha, né?
 

quinta-feira, agosto 22

* Em órbita






Tema de quinta feira... Mas.., amanhã é sexta e pode mudar o tema, amanhã é amanhã...

 

quarta-feira, agosto 21

* Feliz!







"Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender".


Nota da blogueira insana: Pronto, falei! rsss

sábado, agosto 10

* Princesas modernas



Será que as princesas realmente viveram felizes para sempre? A artista canadense Dina Goldstein imagina princesas clássicas no mundo real - e com problemas reais. Na série de fotos 'Fallen Princesses', ela retrata os contos infantis de forma irônica, como a Cinderela acima. Crédito: Dina Goldstein


Ao colocar personagens simbólicos, como a Chapeuzinho Vermelho ou a Branca de Neve, em situações modernas, a série se tornou um comentário sobre assuntos como pobreza, obesidade, câncer e poluição", diz a artista.



A ideia surgiu depois que sua mãe e outras pessoas próximas foram diagnosticadas com câncer (algo que inspirou a foto de Rapunzel). Além disso, sua filha estava "naquela idade em que todas as meninas se vestem de princesa".
 
 

Acima, a heroína Pocahontas. A fotógrafa diz que encontrou modelos para interpretar as princesas em diversos lugares, como shopping centers, restaurantes, casamentos e até na internet
 
 

Jasmine, de 'Aladin', foi retratada como uma soldado 'lutando por seu país, independente de qual seja'





A Bela Adormecida, por sua vez, nunca acordou. E todos ao seu redor envelheceram enquanto esperavam





Acima, Ariel, a 'Pequena Sereia', presa em um aquário.
 
 
A Chapeuzinho Vermelho, enquanto isso, está lidando com o excesso de peso. "(A série de fotos) aborda temas e desafios atuais", diz Goldstein



E Belle, de 'A Bela e a Fera', está tentando manter sua imagem com uma cirurgia plástica. (BBC)

Pois é, a vida real é "outra coisa"! rss
 
 

 

domingo, agosto 4

* E agora Joaquim?



Feitiço contra feiticeiros no STF

Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo de rever seus votos no julgamento do mensalão

Às vésperas da retomada do julgamento da Ação Penal 470, quando o STF irá examinar os recursos dos 25 condenados, o ambiente no tribunal é descrito da seguinte forma por Felipe Recondo e Debora Bergamasco, repórteres do Estado de S. Paulo, com transito entre os ministros: 
“(...) há ministros que se mostram ‘arrependidos de seus votos’ por admitirem que algumas falhas apontadas pelos advogados de defesa fazem sentido. O problema (...) é que esses mesmos ministros não veem nenhuma brecha para um recuo neste momento. O dilema entre os que acham que foram duros demais nas sentenças é encontrar um meio termo entre rever parte do voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
 
Pois é, meus amigos. 
 
Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo. Não sabem como “encontrar um meio termo entre rever parte de seu voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
 
É preocupante e escandaloso. 
 
Não faltam motivos muito razoáveis para um exame atento de recursos. Sabe-se hoje que provas que poderiam ajudar os réus não foram exibidas ao plenário em tempo certo. Alguns acusados foram condenados pela nova lei de combate à corrupção, que sequer estava em vigor quando os fatos ocorreram – o que é um despropósito jurídico. Em nome de uma jurisprudência lançada à última hora num tribunal brasileiro, considerou-se que era razoável “flexibilizar as provas” para confirmar condenações, atropelando o direito à ampla defesa, indispensável em Direito. Centenas de supressões realizadas pelos ministros no momento em que colocavam seus votos no papel, longe das câmaras de TV, mostram que há diferença entre o que se disse e o que se escreveu. 
 
O próprio Joaquim Barbosa suprimiu silenciosamente uma denúncia de propina que formulou de viva voz, informação errada que ajudou a reforçar a condenação de um dos réus, sendo acolhida e reapresentada por outros ministros. 
 
Eu pergunto se é justo, razoável – e mesmo decente – sufocar esse debate. Claro que não é. 
É perigoso e antidemocrático, embora seja possível encher a boca e dizer que tudo o que os réus pretendem é ganhar tempo, fazer chicana. Numa palavra, garantir a própria impunidade. 
 
Na verdade estamos assistindo ao processo em que o feitiço se volta contra o feiticeiro. E aí é preciso perguntar pelo papel daquelas instituições responsáveis pela comunicação entre os poderes públicos e a sociedade – os jornais, revistas, a TV. 
 
O tratamento parcial dos meios de comunicação, que jamais se deram ao trabalho de fazer um exame isento de provas e argumentos da acusação e da defesa, ajudou a criar um clima de agressividade e intolerância contra toda dissidência e toda pergunta inconveniente.
 
Os réus foram criminalizados previamente, como parte de uma campanha geral para criminalizar o regime democrático depois que nos últimos anos ele passou a ser utilizado pelos mais pobres, pelos eternamente excluídos, pelos que pareciam danados pela Terra, para conseguir alguns benefícios – modestos, mas reais -- que sempre foram negados e eram vistos como utopia e sonho infantil. 
 
(A prova de que se queria criminalizar o sistema, e não corrigir seus defeitos, foi confirmada pelo esforço recente para sufocar toda iniciativa de reforma política, vamos combinar.)
 
No mundo inteiro, os tribunais de exceção consistem, justamente, num espetáculo onde a mobilização é usada para condicionar a decisão dos ministros. 
 
“Morte aos cães!”, berravam os promotores dos processos de Moscou, empregados por Stalin para eliminar adversários e dissidentes. 
 
Em 1792, no Terror da Revolução Francesa, os acusados eram condenados sumariamente e guilhotinados em seguida, abrindo uma etapa histórica conhecida como Termidor, que levou à redução de direitos democráticos e restauração da monarquia. 
 
No Brasil de 2013, a pergunta é se os ministros vão se render ao medo.
(Isto é - Paulo Moreira Leite)
 
Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o Outro General da Casa".
 
 

sábado, agosto 3

* Para quem quer se soltar...





Invento o mar, invento em mim o sonhador....

Tenho o caminho do que sempre quis

E um saveiro pronto pra partir

Invento o cais

E sei a vez de me lançar


Ou não!


 

quinta-feira, julho 18

* Feliciano não me representa!





Feliciano pede veto a projeto sobre atendimento a vítimas de estupro 

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), encaminhou um ofício nesta quarta-feira (17) à presidente Dilma Rousseff pedindo o veto a um projeto aprovado pelo Congresso que determina o atendimento imediato em hospitais das vítimas de violência sexual. 
O texto aponta que as unidades devem oferecer a pílula do dia seguinte e informações sobre direito legal. Para os religiosos, a medida é uma manobra para ampliar as previsões legais para interrupção da gravidez. Atualmente, o aborto é permitido no país em caso de estupro, risco de vida para a mãe ou de fetos com anencefalia. 
No documento enviado para Dilma, Feliciano afirma que a violência sexual "é uma das mais terríveis modalidades de violência contra o ser humano e que deixa sequelas não apenas no corpo, como também na alma e no coração das vítimas". 
Na avaliação do deputado, a medida amplia a possibilidade de qualquer mulher busque a rede pública a fim de realizar um aborto. 
O deputado pede o veto dos inciso IV e VII do artigo 3° do projeto, que diz: "O atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes serviços: (...) IV - profilaxia da gravidez; (...) VII - fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis". 
Feliciano argumenta ainda que o termo profilaxia não é indicado para a gravidez porque não seria uma doença. "A gravidez não pode ser tratada como uma patologia. Muito menos o bebê gerado ser comparado a uma doença ou algo nocivo", defendeu. 
Outro argumento é que "não cabe a hospitais oferecer orientação jurídica às vítimas. Essa é uma responsabilidade das delegacias de polícia e autoridades competentes", acrescentou. 
"O aborto não é um direito e sim um crime previsto pela Constituição. Além de tudo, não podemos correr o risco de que mulheres vítimas de violência sexual sejam induzidas a essa prática, mesmo tendo convicções contrárias, e tome remédios abortivos. Além de cometer um crime, elas estarão atentando contra a própria vida", disse Feliciano. 
Além de Feliciano, representantes de entidades religiosas também se reuniram nesta quarta-feira com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) para pedir o veto ao projeto.
Estiveram no encontro, Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB; Antonio Cesar Perri de Carvalho, presidente da Federação Espírita do Brasil; Wilton Acosta, presidente nacional do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política; Lenise Aparecida Martins Garcia, presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida; Jaime Ferreira Lopes, representante da Associação Nacional da Cidadania pela Vida; Paulo Tominaga, presidente da Confederação Nacional das Entidades de Família.(Folha de SP)

quarta-feira, julho 10

* Democracia é isso!



O POVO REIVINDICA E O GOVERNO OUVE!

 Os "responsáveis" médicos brasileiros, em particular os de São Paulo, adeptos de dedos de silicone para bater o ponto, de passar duas vezes pelos hospitais, uma vez na entrada de seu turno, outra vez na saída, e durante seu turno de trabalho, fazem academia, dão expediente em seus consultórios particulares, etc.., etc.., foram às ruas engrossar fileiras contrárias à vinda de médicos cubanos, e a nossa digníssima presidente ouviu.
Os médicos cubanos não virão mais!!!!
A falta de médicos no SUS serão supridas com os dois anos a mais de faculdade dos estudantes de Medicina. Agora, não são mais 6, são 8 anos!!! E dois anos de trabalho no SUS é obrigatório para obtenção da licença para exercer a medicina, prioritariamente nos rincões mais distantes.

 DEMOCRACIA É ISSO, O POVO REIVINDICA E O GOVERNO OUVE!

 Ah sim, e não basta reclamar, tem que participar!!! O povinho que largou as aulas em pleno mês de junho, de provas, que quebrou patrimônio público, privado, que aguarde..

TODO MUNDO QUER UM PAÍS MELHOR, MAIS CIVILIZADO..,.

COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS BRASILEIROS, INCLUSIVE OS INÚTEIS, AS CRIAS INERTES DE UMA DIREITALHA CORRUPTA , RANCOROSA E SEM PROPOSTAS, AINDA CHEGAMOS LÁ...rss.

Parabéns, essa é a vitória de um povo participante, atuante, que sabe o que quer!



Beijos meus, que infelizmente não curam dodóis...rss


 

sábado, julho 6

* O desabafo de uma velha artista de atitude


 A atriz Betty Faria brinca com a neta na praia do Leblon, que fica na Zona Sul do Rio de Janeiro



"Querem que eu vá à praia de burca", diz Betty Faria após ser chamada de velha por usar biquíni


Com 72 anos, a atriz Betty Faria foi à praia de biquíni recentemente e caiu na boca do povo, que a consideraram "velha" para usar o traje de banho.

Inconformada ela foi direta: "Velha baranga, sem espelho, e outras ofensas que, passada a raiva, me fizeram pensar na burca. Então querem que eu vá à praia de burca, que eu me esconda, que me envergonhe de ter envelhecido? E a minha liberdade? Depois de tantas restrições alimentares, remédios para tomar, exercícios a fazer, vícios a evitar, todos próprios da idade, ainda preciso andar de burca? E o prazer, a alegria, meu humor?", perguntou a atriz em entrevista à revista "Lola", que chega às bancas esse mês.

Betty também comenta sobre a terceira idade, alerta para o fato de que todos vão envelhecer e ainda diz que essa história de ser a melhor idade é mentira.

"Você enxerga mal, opera a catarata se puder, ouve menos, tem menos disposição e vigor. Ainda assim, esse terceiro ato da vida pode ser bem interessante", afirmou a atriz.


Pra quem não sabe quem é Betty Faria, é uma atriz com uma grande história. Fez  mais de 30 telenovelas, entre elas, Tieta, a protagonista, 22 filmes nacionais, escreveu um livro e é uma atriz premiada. Quase cinquenta anos de carreira, amiga e companheira de Leila Diniz, um dos maiores símbolos de liberdade da mulher brasileira.
Fico feliz Betty, de saber que nesse pulso ainda pulsa o desejo de felicidade e liberdade, a ousadia, o direito de viver.






  
© Foto de Antonio Guerreiro. Betty Faria e Leila Diniz. Praia de Ipanema. Rio de Janeiro, 1969.

A  foto do beijo de Betty Faria e Leila Diniz foi clicada por Antonio Guerreiro em 1969 nas areias de Ipanema. “Não tem muita história, eu fotografava as duas na Boite Sucata, do Ricardo Amaral (onde ficava o Tívoli Park), era um show delas, depois resolvemos fazer algumas fotos na praia, onde sem querer saiu esse beijo”, afirmou Antonio Guerreiro.
       
Betty Faria e Leila Diniz numa foto na praia de Ipanema de..., pasme, 1969!!!!


Nota da blogueira: Isso me lembrou uma passagem por uma praia naturista no Rio de Janeiro, entre Cabo Frio e Búzios. Uma praia pequena, uma boa caminhada pelo morro, depois da Praia Rasa.
Uma das boas lembranças que tenho é de um casal de mãos dadas, setentões, nus, caminhando pela beira do mar, usufruindo da delícia do sol quente, do mar gelado, do direito ao prazer a vida.
Uma imagem impactante que me veio agora.
Parabéns Betty, ninguém veio aqui a passeio, estamos todos a serviço.. DE VIVER!
 

 

quarta-feira, junho 26

* Quem são os "novos revolucionários"?




SÃO PAULO - A polícia deteve nesta quinta-feira Pierre Ramon Alves de Oliveira, estudante de Arquitetura que protagonizou as cenas iniciais de depredação em frente à prefeitura de São Paulo, na noite de terça-feira. Ao saber que estava sendo procurado, Ramon se entregou e foi levado para o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic), onde chorou durante o depoimento, enquanto contava como foi avisado de que a polícia estava no seu encalço desde a madrugada.

A polícia pediu a prisão preventiva do rapaz, mas a Justiça negou. Ao sair da delegacia, após nove horas detido, Ramon admitiu que cometeu um erro e afirmou que está disposto a arcar com as consequências de seus atos:

— Queria pedir desculpa aos integrantes do Movimento Passe Livre. Eu sei que estava errado. Quero dizer que vou arcar com os prejuízos que causei, eu vou pagar. Cada centavo. Vou trabalhar para isso. Vim de aqui de cara limpa. Confessei, não me mascarei. E peço que quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra. Eu queria pedir a todas as pessoas que cometeram atos de vandalismo que se apresentem. Quero deixar claro também que não coloquei fogo no carro da Record - disse ele.

Ramon foi o alvo dos flashes, na quarta-feira, enquanto desafiava policiais e dava pontapés numa das portas de vidro da prefeitura, que acabou quebrada.

À procura do jovem, os policiais receberam uma denúncia anônima sobre sua identidade. Foram, então, à casa onde ele mora com a família. Ao lado dos policiais, a mãe de Ramon avisou o filho, que estava a caminho do trabalho, junto com o pai, numa pequena empresa de transporte. O estudante parou num posto de gasolina e ligou para a polícia, que chegou minutos depois.

Segundo o chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Antônio de Olim, o rapaz será indiciado por dano ao patrimônio, lesão corporal e formação de quadrilha.

— Ele é arrogante. Chegou à manifestação todo fortinho, lutador de jiu-jítsu, achou que era o dia dele e saiu quebrando tudo — disse Olim.

Nascido em Garanhuns (PE), cidade do ex-presidente Lula, e morador da Penha, bairro de classe média da capital, o rapaz de 20 anos teria ficado nervoso quando, segundo seu advogado, foi atingido por spray de pimenta.

— Ele tomou spray de pimenta na cara e ficou revoltado. E ele ficou ainda mais nervoso quando percebeu que estava na luta sozinho, isolado na frente de todo o mundo. Ele chorou e se arrependeu — disse o advogado Gerson Dellani.

Ramon foi flagrado durante a confusão usando máscara antigás. No Facebook, ele diz que pratica artes marciais, como muay thai e jiu-jítsu. Em algumas fotos, aparece sem camisa. Na delegacia, chegou de calça jeans e camiseta baby look. O advogado disse que o estudante tem hematomas pelo corpo.

Segundo o delegado, o rapaz disse que, durante o confronto com a polícia, estava acompanhado de outros quatro jovens. O pai de Ramon acompanhou o filho durante o depoimento. Ele deu os nomes dos amigos para a polícia, que investigará o grupo. Anteontem, Ramon enfrentou os guardas municipais assim que eles formaram um cordão de isolamento. Os servidores lançaram spray de pimenta, e o rapaz revidou com xingamentos.(O Globo 20/06).


 


 


 

Um jovem de 19 anos, que foi preso depois de participar das manifestações que ocorreram segunda-feira (24), em Goiânia disse que está arrependido das atitudes que teve. Segundo a polícia, o estudante Leonardo Henrique Daniel Silva de Almeida estava com vários explosivos na mochila.
O rapaz conta que recebeu os artefatos de um outro manifestante e os colocou em sua bolsa. Ele foi detido depois de estourar um dos explosivos pertos dos militares que tentavam fazer a segurança da Prefeitura Municipal.
“Chegou um rapaz e disse: ‘Vamos animar isso daqui’. Ele estava com a mochila cheia de foguetes, bombas. Ele me ofereceu e eu caí na burrice e aceitei. Guardei na minha mochila e uma delas eu acendi. Foi na hora que a polícia chegou e me prendeu”, lembra Leonardo.
O estudante foi um dos 2 mil participantes - segundo a polícia; organizadores falam em 4 mil - do protesto na capital goiana. Houve confronto depois que a Tropa de Choque usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes que estavam em frente ao Paço Municipal.
A Polícia Civil afirma que já identificou quem são as pessoas que estão praticando vandalismo. Segundo o delegado titular do 1º DP de Goiânia, Isaías de Araújo Pinheiros, são cerca de 50 indivíduos, os mesmo que sempre estão agindo nos protestos. Eles se infiltram em torcidas organizadas para praticar os crimes.
O problema, segundo o delegado, é manter essas pessoas atrás das grades. “Essas pessoas já foram presas dezenas de vezes, todo mundo sabe quem é. O problema no Brasil é a impunidade. Estamos em uma situação de faz de conta. Acho que é uma hora do poder judiciário sair do gabinete e vir ajudar a polícia. Porque nós estamos aqui levando pedrada no rosto, a PM está sem dormir e as pessoas não ficam presas”, lamenta. (O Globo 26/06)

Nota da blogueira insana: Só um bando de baderneiros, inconsequentes, sem bandeira, manipulados, despolitizados, achando que tudo isso é diversão: Mais nada!  




sexta-feira, junho 21

* Brasileiro é contratado para "melhor emprego do mundo" na Austrália




O capixaba Roberto Seba saiu vencedor de uma competição que contou com 339 mil candidatos, de 196 países, e foi contratado para uma das seis vagas oferecidas para os "melhores empregos do mundo", oferecidos pelo Ministério de Turismo da Austrália, por um salário de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil).

Seba será um "fotógrafo de estilo de vida" em Melbourne (Victoria), no sul do país. Outras cinco posições foram preenchidas, para cada outro Estado ou Território australiano.

Nesta sexta foram anunciados todos os vencedores: o inglês Rich Keam (chefe de degustação na Nova Gales do Sul), o americano Andrew Smith (frequentador de eventos na Nova Gales do Sul), a francesa Elisa Detrez (cuidadora de animais selvagens na Austrália do Sul), o irlandês Allan Dixon (aventureiro no Território do Norte) e o canadense Greg Snell (guarda de parque em Queensland).

O fotógrafo brasileiro será pago para mostrar como os moradores aproveitam a cidade, os cafés, os festivais de música e bares. entre outros locais. Para concorrer, ele enviou um vídeo de 30 segundos contando os motivos que o levavam a querer trabalhar no projeto. Após várias etapas, se tornou um dos 18 finalistas que passaram por entrevista no local de trabalho.

"Fiquei sabendo do concurso pela internet, depois que um amigo compartilhou o site. Quando vi que tinha minhas características, resolvi participar para entrar ainda mais na minha área de trabalho. Como já trabalhava com vídeos, fiz o material bem rápido, editei e enviei", contou Seba em entrevista ao Terra, em abril.

Seba se formou em publicidade na Universidade de Vila Velha (UVV). Há seis anos ele resolveu mudar para São Paulo e começou a trabalhar com fotografia.

Desde 2009, a Austrália promove anualmente o concurso dos "Melhores Empregos do Mundo" para promover o turismo nas diferentes regiões do país. (Terra)
 
Nota da blogueira insana; Tem que ter foco, tem que saber o que se quer, ao contrário dos baderneiros sem bandeira, sem objetivos e sem dignidade que estão nas manchetes dor jornais brasileiros. Parabéns, Seba!

domingo, junho 16

* Quem tem saudade dos anos de chumbo?


 
Salve  a preparadíssima Polícia Militar de São Paulo e a sua pretensa disposição para evitar conflitos!!! Detalhe das expressões de horror das pessoas atrás dos vidros.

e TEM MAIS!!!!









Imagem 198/510: 13.jun.2013 - Um policial quebra, a pancadas, o vidro da própria viatura, parada na rua da Consolação, centro de São Paulo, durante o protesto desta quinta-feira (13) contra o aumento do transporte público (uol)

 


Maria Bernardete de Carvalho não estava participando da manifestação, tentava passsar numa rua próxima, longe do tumulto, quando uma viatura se aproximou, um policial mirou e atirou! Ela, que viveu a didatura militar, faz comparações.

Nota da blogueira insana: Sei lá por que, ou sei, me lembrei do atentado de "esquerda" do Rio Centro em 1981...






domingo, junho 9

* K - do escritor e cientista político paulistano Bernardo Kucinski....



Livro sobre desaparecida política revela ao mundo Brasil 'desconhecido'

Mônica Vasconcelos - BBC Brasil em Londres (7/6/13)




Um livro que narra a busca de um pai por sua filha desaparecida política durante a ditadura militar no Brasil está surpreendendo editores estrangeiros ao revelar um capítulo pouco conhecido da História brasileira – ao menos no exterior.
Publicado no Brasil em 2011, o livro K, do escritor e cientista político paulistano Bernardo Kucinski, já ganhou traduções em inglês, espanhol e catalão, e será publicado também em alemão e hebraico. 
Obra de ficção, o livro é baseado nas histórias reais do pai do autor, Majer Kucinski – o personagem K -, um judeu polonês que fugiu do nazismo e foi viver no Brasil, e da irmã do escritor, Ana Rosa Kucinski Silva.
Militante política e professora de química da Universidade de São Paulo (USP), Ana Rosa foi sequestrada e morta por agentes a serviço do governo militar. Seu corpo jamais foi encontrado.
O ex-delegado do Dops Cláudio Guerra confirmou, em entrevista ao jornalista Alberto Dines, exibida em 2012 pelo programa de TV Observatório da Imprensa, que recebeu o corpo de Ana Rosa, que teria sido morta em sessão de tortura, para ser incinerado. 
Em entrevistas à BBC Brasil, intelectuais e pessoas envolvidas na publicação de K no exterior disseram que o livro chama a atenção ao revelar para o mundo, em um relato comovente e envolvente, o drama humano por trás da realidade violenta da ditadura militar no Brasil. 
Em um momento em que a Comissão da Verdade se esforça para recuperar a história desse período, o lançamento internacional também contribuiria para aumentar a pressão externa sobre o governo brasileiro para que tome providências e puna os culpados, disseram.
A versão alemã de K será lançada pela editora berlinense Transit durante a Feira do Livro de Frankfurt, que neste ano estará homenageando o Brasil. 
Segundo o editor, Reiner Nitsche, o foco em temas brasileiros fez com que ele recebesse muitas ofertas de obras do país para publicação. Mas nenhuma chamou tanto sua atenção como K. 
"Nunca associamos histórias de sequestros e desaparecimentos ao Brasil. Pensávamos que essas coisas só tinham acontecido na Argentina e no Chile".
"Outro ponto importante é a conexão com a história alemã. K nasceu na Polônia na década de 30 e era ativo politicamente, combatendo o antissemitismo. Por isso, foi preso e mais tarde teve de fugir para o Brasil. Anos depois, sua irmã foi morta pelos nazistas."
Para Nitsche, no entanto, a principal justificativa para a decisão de publicar a obra na Alemanha é a forma como o livro aborda a temática política.
Em K, a comovente busca do personagem central por sua filha é narrada de vários pontos de vista. O leitor habita a mente do pai desesperado, do informante, da amante do torturador, da faxineira que limpa a casa onde os prisioneiros são torturados e mortos, dos ex-colegas da desaparecida na universidade e dos militantes clandestinos que lutam contra a ditadura, entre outros. 
"O tipo de verdade que você tem nessa história política é muito raro de encontrar".
"Isso é muito novo e interessante para nós, porque você percebe que a ditadura é cruel mas os militantes também podem ser cruéis, seus métodos são similares".
Nitsche faz referência a um capítulo em que um militante político critica seu próprio líder por não ter permitido que os integrantes do grupo questionassem suas ações.
"O que os militantes estavam fazendo era suicida e alguns perceberam isso, mas não tiveram permissão de questionar ou de abandonar a luta", disse.
"Se você quiser mudar a cabeça das pessoas, tem de publicar livros como esse, não histórias de bonzinhos e malvados", acrescentou o editor. "O livro mostra a crueldade terrível da ditadura militar. Mas no decorrer da história, K se dá conta de quantas pessoas estão colaborando com a ditadura. O padeiro, a imprensa, a comunidade judaica em São Paulo".
Nitsche disse que já recebeu comentários positivos da imprensa alemã sobre K e espera que o livro cause algum impacto no período do lançamento, no final de agosto. 
Instrumento PolíticoA visão cheia de nuances que o livro de Kucinski oferece também mereceu elogios de uma especialista em Justiça de Transição da Oxford University, a professora Leigh Payne.
Comentando o lançamento, em março último, da tradução inglesa na Grã-Bretanha, a especialista disse ter gostado muito da conexão entre a vida do pai, seu passado de luta contra a opressão, e a vida secreta da filha.
"Ele não sabia que a filha estava levando adiante a luta dele".
"K é muito bom ao tentar mostrar que as vítimas da violência não eram necessariamente inocentes, mas também não eram uma ameaça". 
Para Payne, não há dúvida de que os militantes brasileiros não iam conseguir derrubar o regime. "Ainda assim, lutavam por igualdade e democracia e tinham uma visão patriótica do que o Brasil deveria ser".
Segundo a especialista, um resultado positivo do lançamento internacional do livro é que ele pode funcionar como um instrumento de pressão por mudanças.
"A violência durante o governo militar no Brasil recebeu muito menos atenção internacional do que a ocorrida na Argentina ou no Chile e essa falta de interesse persiste hoje".
A publicação de K fora do Brasil "é importante porque aumenta a consciência, no exterior, das violações aos direitos humanos ocorridas no Brasil durante a ditadura militar e faz crescer a pressão sobre o governo brasileiro para que faça algo a respeito". 
Payne lembrou que o governo brasileiro ainda não acatou a sentença, pela Corte Interamericana dos Direitos Humanos, em 2010, exigindo que o Brasil investigue e puna os responsáveis pelas mortes de militantes no Araguaia.
O contato com a editora foi intermediado pelo historiador israelense Avraham Milgram, que vive em Israel e conheceu o pai de Bernardo Kucinski.
"Uma das razões do sucesso desse livro é que pessoas de diversas culturas, países e regimes se identificam com o drama desse pai, é um tema universal".
Mas K tem para os judeus uma dimensão que talvez escape ao público europeu e brasileiro, explicou. 
O pai da desaparecida, Majer Kucinski, escritor e poeta com livros publicados no Brasil e em Israel, era um típico judeu da Europa Oriental, onde floresceu a cultura iídiche. A maioria dos judeus mortos pelos nazistas pertencia a essa cultura.
"Em sua devoção a essa cultura perdida, que existiu durante 800 anos na Polônia e foi erradicada, Majer se alienou dos filhos", disse o historiador. "Isso talvez tenha facilitado a escolha de Ana Rosa pelo caminho que seguiu".
Cientistas políticos no Brasil se perguntam as razões do desinteresse dos brasileiros em relação à história da ditadura militar no país.
"K quase que chegou cedo demais", disse Leigh Payne. Depois de anos estudando as políticas dos direitos humanos no Brasil e América Latina, ela acha que, para comover o público brasileiro, um livro como esse tem de vir junto com outras coisas: 
Um trabalho sério e aprofundado da Comissão da Verdade, o resgate da imagem "negativa" das vítimas, mudanças no conceito de direitos humanos na sociedade brasileira e, quem sabe, algum sucesso nas tentativas de julgar os responsáveis pelos crimes.
Depois disso, "talvez, se alguém fizer um filme sobre o livro, com atores famosos nos papéis principais, os brasileiros irão ao cinema assisti-lo - e aí vão se comover e gostar muito", concluiu a professora da Oxford University.





 Bernardo Kucinski trabalhou na BBC Brasil (antigo Serviço Brasileiro da BBC) entre 1970 e 1974, período em que viveu em Londres.













 

sexta-feira, junho 7

* Por um pouco de delicadeza....


Um pouco mais de delicadeza  

Lá em casa teve briga de cachorro. Duas fêmeas que estão em conflito, querendo cada uma dominar o território. Dentes e unhas de fora e eu no aperreio de apartar a briga, com cuidado para não sobrar pra mim. 
Elas são disciplinadas, obedecem aos comandos. Só que as duas querem ser alfa. O cão alfa é o líder da matilha, é o poderoso da história. É a referência para os outros cães do grupo, que obedecem e acolhem sua supremacia. 
Nem sempre a gente se dá conta da nossa animalidade. Nós, os animais humanos. Fomos metodicamente educados para a vida em sociedade e controlamos a exibição de nossas unhas e dentes para funcionarem como estandartes de esmaltes e sorrisos. E quando dá vontade de soltar os bichos presos? Partir pra cima do desafeto, como fazem os outros animais que nem são tão vorazes assim quanto os humanos?
Para isso, usamos as palavras e os silêncios. Quando as palavras têm como fonte um impulso raivoso e, se a pessoa não consegue filtrar o sentimento, a palavra é parida como insulto.
Ontem presenciei uma briga de trânsito. Um animal fechou a passagem do outro. O ofendido com a atitude alfa saltou do carro, gritando seus insultos e os dois, em um piscar de olhos, estavam atracados num tear mais complexo de separar do que o dos cães. Segui meu rumo com a sensação de que só não presenciei uma tragédia porque felizmente nenhum deles portava arma de fogo.
Lembro que li uma referência sobre o primeiro homem a proferir um insulto contra seu inimigo, no estudo “Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos”, de Sigmund Freud. Ao utilizar a agressão das palavras em substituição a agressão física, esse homem teria fundado a civilização. 
Como corre a vida e vou pedindo: um pouco mais de delicadeza, por favor. Avançamos tanto em tecnologia, dominamos o mundo de fora e desabitamos o mundo de dentro. Não conseguimos ainda governar a nós mesmos. Podemos recomeçar lapidando as palavras. Delicadas, polidas, fiéis, generosas, corajosas, gratas, justas, doces, amorosas palavras.(O Povo 25/2/13)