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quinta-feira, agosto 29

* Micheline Borges - Será que é jornalista mesmo?



"Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência...Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)", diz a mensagem postada durante a manhã

 
Declaração de uma jornalista do Rio Grande do Norte sobre a aparência das médicas cubanas que chegaram ao Brasil para trabalhar no Programa Mais Médicos gerou polêmica nas redes sociais nesta terça-feira (27). A jornalista Micheline Borges publicou que as médicas têm cara de "empregada doméstica" e questiona se as mulheres são mesmo profissionais da saúde. "Será que são médicas mesmo?", contesta. Ela excluiu a conta na rede social após a repercussão da mensagem, que gerou mais de cinco mil compartilhamentos até as 16h desta terça.

 
 
Nota da blogueira: Pra ver como as aparências enganam, com essa "inteligentíssima" conclusão, eu juraria que você  é só uma aspirante a modelo/dançarina/maria chuteira... É jornalista mesmo? Se formou onde, heim? Divulga! Precisamos saber onde se formam imbecis como você!
 
Em tempo: Esta sendo processada pelo sindicato das empregadas domésticas (por enquanto é só por ele..!).. ahahahahahahahahaha.. Tadinha, né?
 

quarta-feira, junho 26

* Quem são os "novos revolucionários"?




SÃO PAULO - A polícia deteve nesta quinta-feira Pierre Ramon Alves de Oliveira, estudante de Arquitetura que protagonizou as cenas iniciais de depredação em frente à prefeitura de São Paulo, na noite de terça-feira. Ao saber que estava sendo procurado, Ramon se entregou e foi levado para o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic), onde chorou durante o depoimento, enquanto contava como foi avisado de que a polícia estava no seu encalço desde a madrugada.

A polícia pediu a prisão preventiva do rapaz, mas a Justiça negou. Ao sair da delegacia, após nove horas detido, Ramon admitiu que cometeu um erro e afirmou que está disposto a arcar com as consequências de seus atos:

— Queria pedir desculpa aos integrantes do Movimento Passe Livre. Eu sei que estava errado. Quero dizer que vou arcar com os prejuízos que causei, eu vou pagar. Cada centavo. Vou trabalhar para isso. Vim de aqui de cara limpa. Confessei, não me mascarei. E peço que quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra. Eu queria pedir a todas as pessoas que cometeram atos de vandalismo que se apresentem. Quero deixar claro também que não coloquei fogo no carro da Record - disse ele.

Ramon foi o alvo dos flashes, na quarta-feira, enquanto desafiava policiais e dava pontapés numa das portas de vidro da prefeitura, que acabou quebrada.

À procura do jovem, os policiais receberam uma denúncia anônima sobre sua identidade. Foram, então, à casa onde ele mora com a família. Ao lado dos policiais, a mãe de Ramon avisou o filho, que estava a caminho do trabalho, junto com o pai, numa pequena empresa de transporte. O estudante parou num posto de gasolina e ligou para a polícia, que chegou minutos depois.

Segundo o chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Antônio de Olim, o rapaz será indiciado por dano ao patrimônio, lesão corporal e formação de quadrilha.

— Ele é arrogante. Chegou à manifestação todo fortinho, lutador de jiu-jítsu, achou que era o dia dele e saiu quebrando tudo — disse Olim.

Nascido em Garanhuns (PE), cidade do ex-presidente Lula, e morador da Penha, bairro de classe média da capital, o rapaz de 20 anos teria ficado nervoso quando, segundo seu advogado, foi atingido por spray de pimenta.

— Ele tomou spray de pimenta na cara e ficou revoltado. E ele ficou ainda mais nervoso quando percebeu que estava na luta sozinho, isolado na frente de todo o mundo. Ele chorou e se arrependeu — disse o advogado Gerson Dellani.

Ramon foi flagrado durante a confusão usando máscara antigás. No Facebook, ele diz que pratica artes marciais, como muay thai e jiu-jítsu. Em algumas fotos, aparece sem camisa. Na delegacia, chegou de calça jeans e camiseta baby look. O advogado disse que o estudante tem hematomas pelo corpo.

Segundo o delegado, o rapaz disse que, durante o confronto com a polícia, estava acompanhado de outros quatro jovens. O pai de Ramon acompanhou o filho durante o depoimento. Ele deu os nomes dos amigos para a polícia, que investigará o grupo. Anteontem, Ramon enfrentou os guardas municipais assim que eles formaram um cordão de isolamento. Os servidores lançaram spray de pimenta, e o rapaz revidou com xingamentos.(O Globo 20/06).


 


 


 

Um jovem de 19 anos, que foi preso depois de participar das manifestações que ocorreram segunda-feira (24), em Goiânia disse que está arrependido das atitudes que teve. Segundo a polícia, o estudante Leonardo Henrique Daniel Silva de Almeida estava com vários explosivos na mochila.
O rapaz conta que recebeu os artefatos de um outro manifestante e os colocou em sua bolsa. Ele foi detido depois de estourar um dos explosivos pertos dos militares que tentavam fazer a segurança da Prefeitura Municipal.
“Chegou um rapaz e disse: ‘Vamos animar isso daqui’. Ele estava com a mochila cheia de foguetes, bombas. Ele me ofereceu e eu caí na burrice e aceitei. Guardei na minha mochila e uma delas eu acendi. Foi na hora que a polícia chegou e me prendeu”, lembra Leonardo.
O estudante foi um dos 2 mil participantes - segundo a polícia; organizadores falam em 4 mil - do protesto na capital goiana. Houve confronto depois que a Tropa de Choque usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes que estavam em frente ao Paço Municipal.
A Polícia Civil afirma que já identificou quem são as pessoas que estão praticando vandalismo. Segundo o delegado titular do 1º DP de Goiânia, Isaías de Araújo Pinheiros, são cerca de 50 indivíduos, os mesmo que sempre estão agindo nos protestos. Eles se infiltram em torcidas organizadas para praticar os crimes.
O problema, segundo o delegado, é manter essas pessoas atrás das grades. “Essas pessoas já foram presas dezenas de vezes, todo mundo sabe quem é. O problema no Brasil é a impunidade. Estamos em uma situação de faz de conta. Acho que é uma hora do poder judiciário sair do gabinete e vir ajudar a polícia. Porque nós estamos aqui levando pedrada no rosto, a PM está sem dormir e as pessoas não ficam presas”, lamenta. (O Globo 26/06)

Nota da blogueira insana: Só um bando de baderneiros, inconsequentes, sem bandeira, manipulados, despolitizados, achando que tudo isso é diversão: Mais nada!  




quarta-feira, setembro 19

* Doces Bárbaros




Fé Cega, Faca Amolada
 
Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
 Agora não espero mais aquela madrugada
 Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca
 amolada
 O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
 Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
 Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
 Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada
 Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada
 Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
 Beber o vinho e renascer na luz de todo dia
 A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
 O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada
 Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
 Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
 Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito
 tranquilo
 O brilho cego de paixão e fé, faca amolada 
Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
 Agora não espero mais aquela madrugada
 Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca
 amolada


 O brilho cego de paixão e fé, faca amolada.


 
 
Nota da bloqueira insana: Num período que considero um dos mais tristes da MPB, saudades imensas de doces barbaridades.

quarta-feira, agosto 15

domingo, agosto 5

* Canto do povo de algum lugar





Canto de um Povo de um Lugar 





Todo dia o sol levanta

 E a gente canta

 O sol de todo dia

 Fim da tarde a terra cora

 E a gente chora

 Porque finda a tarde

 Quando a noite a lua amansa

 E a gente dança

 Venerando a noite 

 Todo dia o sol levanta

 E a gente canta

 O sol de todo dia

 Fim da tarde a terra cora

 E a gente chora

 Porque finda a tarde

 Quando a noite a lua amansa

 E a gente dança

 Venerando a noite





E toque na flauta, eu gosto!

segunda-feira, julho 30

* Por enquanto, muita saudade...

Tenho recebido algumas visitas de uma cidade do interior de São Paulo e me lembrei de um amigo muito, muito querido...



Só nós dois poderíamos entender o significado dessa música.

Noite boa para todos!

sábado, julho 28

* Banzo...


Banzo


Saudade da África. Acredito que o único sinônimo da palavra saudade da língua portuguesa.

Hoje mexi em algumas lembranças afetivas e como tenho algum medo da palavra saudade, me peguei sentindo banzo, nostalgia... Dói menos!

Banzo da cocada de tia Alice, do sabor das uvas plantadas pelo meu avô, do cheiro de lápis de cor, de banho de mangueira em tarde de verão, de malas prontas, de comer caranguejo na beira da praia, de observar a algazarra de um bando de maritacas, do perfume de lenha queimando, de sementes germinando, do calor de uma lareira, de sentir a terra sob os pés nus, de uma gargalhada espontânea, do toque de sinos de igreja, de não ter pressa, do som de folhas farfalhando pelo vento, de observar o nascer do sol em segurança, do silêncio, de um livro novo, do encantamento com uma boa música desconhecida, do canto do sabiá laranjeira nas madrugadas, de me perder e principalmente me achar. Banzo de mim!

Tenho uma certeza, sempre sei quando sou feliz!

terça-feira, julho 24

* Machismo ainda????????



Que coisa mais primitiva!!!!
Machismo ainda?


Embora as mulheres tenham conseguido grandes vitórias profissionais, sabemos que elas ganham menos que os homens e têm que ralar muito, e até engolir a sua feminilidade para “subir na vida”. No Brasil, por exemplo, apenas 13,7% dos cargos executivos das empresas são ocupados por mulheres, segundo dados da pesquisa realizada em 2010 pelo Instituto Ethos em parceria com o IBOPE. 


Estranhamente a maioria dos brasileiros elegeu uma presidente para governar o país. Provavelmente o fato ocorreu, pois associaram Dilma à Lula. Mesmo assim a presidente, ou presidenta como ela prefere, recebeu críticas ferozes. Alguns diziam que ela era “dura”. A candidata Marina Silva também foi criticada devido à sua forma de vestir-se e pentear-se. Esperavam o quê? Provavelmente que candidatas à presidência se comportassem como “barbie girl”. 






Como as características do universo feminino ainda são poucas e até muito mal estudadas ainda se confunde o estereótipo do que é ser mulher com a verdadeira e forte essência feminina. Assunto que estudo desde 2001. É bom lembrar que mulheres sempre trabalharam e viram sua força ser aniquilada com o patriarcado exercido principalmente a partir da religião judaica cristã.



Os tempos mudaram, mas muitos homens ainda são machistas por aqui. Nem sempre as mulheres são sequer ouvidas. Acho que você já teceu algum comentário brilhante que não foi nem sequer ouvido pelos homens ao redor. E cinco segundos após o mesmo comentário foi repetido por um homem e não só ouvido como aplaudido, reconhecido e até implementado por todos ao redor. Parece que alguns homens e até mulheres não prestam muita atenção àquilo que é dito por uma mulher. Dizem que as mulheres falam duas vezes mais do que os homens, o motivo me parece óbvio: Elas precisam repetir e repetir para se fazerem ouvir. No mundo empresarial, repito, a respeitabilidade se dá quando o componente masculino, tanto no comportamento dos homens como das mulheres, se faz presente. Li uma pesquisa uma vez que dizia que até a voz das mulheres que trabalham é diferente da voz das mulheres mais femininas.

Se no descolado mundo empresarial a coisa anda, mas ainda é devagar, na esfera pessoal ela engatinha. Não só no Brasil, mas no mundo as tarefas domésticas em termos percentuais são de competência feminina. A carga horária dedicada ao lar (tarefas e/ou gerenciamento) ainda é das mulheres. Os homens até “ajudam”, mas não veem como responsabilidade sua a rotina doméstica. As mulheres por serem multiprocessuais acabam por ficar extremamente cansadas.

Já que cabe a elas: o gerenciamento do lar; a execução de tarefas domésticas (ter empregada doméstica hoje em dia está sendo considerado “out”); a responsabilidade junto aos filhos e seu desenvolvimento e até a de manter a chama do casamento sempre acessa graças a fogo e paixão. Sem contar, é óbvio, que devem estudar para poderem competir no mercado de trabalho, trabalhar e manterem-se eternamente jovens, lindas e com corpões sarados. Um dos requisitos mais bem vindos (segundo a visão dos homens) que uma mulher deve possuir, conforme uma pesquisa que li, é o bom humor. Vamos e venhamos ter esta disponibilidade toda de fato não é para qualquer uma e é no mínimo desumano.

Mulher normal passa baton “enquanto” coloca gasolina no carro. O “enquanto” é uma palavra bastante usada pela mulher moderna, já que ela tem que fazer mil coisas ao mesmo tempo. E segundo o que tenho observado elas andam muito cansadas.
Mesmo com esta versatilidade feminina o machismo se impõe e no nosso país o número de atrocidades cometido contra elas é um verdadeiro absurdo. Freud falava da inveja do pênis, acredito que nos tempos atuais muitos homens tem inveja da vagina, inveja deste “modus operandi” feminino. Quantas mulheres bonitas, trabalhadoras e boas mães estão sendo assassinadas por companheiros ingratos e machistas?







Está mais do que na hora de valorizar este ser ligado à vida, à ética e ao amor. Aliás, quem ama, não exaure, não espanca e nem sequer mata. Quem respeita profissionalmente ouve o que a mulher tem a dizer. Não faz dela motivo de piadas e muito menos de chacota nos corredores da empresa. (portal café Brasil.com.br – Suely Pavan Zanella)





Meu respeito a todos os homens que respeitam mulheres. Todos temos preconceitos, o importante é que não deixemos de pensar, questionar sobre eles.




sábado, julho 14

* Viver cada dia...



Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.
 Fernando Pessoa







quarta-feira, julho 11

* Abstração



Quando uma situação se torna maior e pior do que pode tolerar a realidade, é hora de tomar as providências possíveis, buscar de volta a minha essência e abstrair...




CAIS
Nana Caymmi e Milton Nascimento

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar



Bonus de luxo!



sexta-feira, julho 6

* A fábrica do poema



A Fábrica do Poema

Adriana Calcanhoto

Sonho o poema de arquitetura ideal
Cuja própria nata de cimento
Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
Faíscas das britas e leite das pedras.
Acordo;
E o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
Acordo;
O prédio, pedra e cal, esvoaça
Como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se,
Cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
Acordo, e o poema-miragem se desfaz
Desconstruído como se nunca houvera sido.
Acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
E os ouvidos moucos,
Assim é que saio dos sucessivos sonos:
Vão-se os anéis de fumo de ópio
E ficam-me os dedos estarrecidos.
Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
Sumidos no sorvedouro.
Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
No topo fantasma da torre de vigia
Nem a simulação de se afundar no sono.
Nem dormir deveras.
Pois a questão-chave é:
Sob que máscara retornará o recalcado?


* São Paulo sofre o fim da libertadores



Haja alegria! rsss

domingo, julho 1

* Hoje é domingo...


Hoje é domingo, é pé de cachimbo, o cachimbo é de ouro, que bate no touro, o tour. ...


Hoje é domingo, é pé de cachimbo, o cachimbo é de ouro, que bate no touro, o touro é valente, que derruba a gente, a gente é tão ... Dá um estouro ...









Hoje é domingo, pé de cachimbo, o cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente bate no agente, o agente é fraco cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo...

 

Hoje é domingo pé de cachimbo, o cachimbo é de barro bate no jarro, o jarro é fino bate no sino, o sino é de ouro bate no touro, o touro é valente, bate na gente a gente é fraco cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo….






Hoje é domingo pé de cachimbo, o cachimbo é de barro bate no jarro, o jarro é fino bate no sino, o sino é de ouro bate no touro, o touro é valente, bate na gente a gente é fraco cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo….


Hoje é domingo pé de cachimbo, o cachimbo é de barro bate no jarro, o jarro é fino bate no sino, o sino é de ouro bate no touro, o touro é valente, bate na gente a gente é fraco cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo….






Hoje é domingo pede cachimbo, o cachimbo é de ouro dá um estouro, touro é valente bateu no tenente, tenente é fraco cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo...


Resumo da ópera: Tudo e qualquer coisa que acabe o mundo, menos uma segunda feira...rss




quinta-feira, junho 28

* A roda dos expostos e excluídos



A “Roda”

Algumas atividades da Santa Casa de Misericórdia merecem um capítulo à parte, em virtude da importância de que se revestem por suas conotações históricas, culturais e médico-hospitalares de São Paulo e do Brasil.
Começamos por assinalar a “Roda dos Expostos ou Excluídos”, de origem italiana ou portuguesa, que terá sido instalada no Rio de Janeiro, seguindo-se as da Bahia e de São Paulo, onde funcionou desde 2 de Julho de 1825 até 5 de Junho de 1950. A Roda de São Paulo está hoje no Museu da Santa Casa paulistana trata-se de uma autêntica “roda”, de forma cilíndrica, que girava sobre um eixo: a criança era colocada no cilindro, que rodava para dentro. O entregador tocava uma campainha e uma das caridosas freiras vinha recolher o bebê e providenciava a sua internação, lavando-a e alimentando-a - em resumo, o menino ou a menina eram criados pelas religiosas, até que, na idade adequada, a criança era confiada ao Asylo Sampaio Viana, que ficava no Pacaembu, e posteriormente encaminhada ao Colégio de São José, mantido pela Santa Casa. Depois de alfabetização, o exposto aprendia uma profissão, aprendiam a falar em francês e latim, até que pudesse viver do seu trabalho.
Alguns meninos ou meninas, educados tão cristãmente, conseguiram chegar à Universidade e muitos deles ocuparam situações profissionais de alto nível na sociedade. Era humilde e desconhecida a sua origem, a infância e a adolescência ficou registrada apenas nos seus cadernos escolares, o que reforça ainda mais o sentido social da obra verdadeiramente misericordiosa. O mundo evoluiu, a “roda” pertence ao passado, mas aqueles que a serviram revelaram-se bem mais solidários com as crianças do tempo do que certos que hoje trabalham nas instituições oficiais com a obrigação de cuidar dos meninos e meninas abandonados.
Entre as histórias que mais parecem contos de fada do que as realidades de ontem, as histórias da “roda” ainda são por vezes lembradas por aqueles que as escutaram de seus pais e avós – e por este modo se explica que a roda dos expostos seja uma das “peças” que maior curiosidade despertam entre os visitantes do Museu da Santa Casa Bandeirante.(fonte-santacasa.org.br)

A imagem mostrada acima:
RODA DOS EXPOSTOS: Esta peça é um cilindro oco, confeccionada em madeira de Pinho de Riga, que girava em seu eixo, colocada em muros e com uma abertura voltada para a rua. É considerado o objeto de maior importância do museu da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. No centro do pedestal estão os livros com os registros das crianças e das amas contratadas e encarregadas da amamentação.
Rodas de bebês rejeitados ressurgem na Europa

Um sistema comum na Idade Média para abandonar filhos indesejados ressurgiu com força na Europa nos últimos dez anos, mas com nova roupagem.
Diferente das rodas de bebês rejeitados de outros séculos, o equipamento moderno difere dos cilindros de madeira instalados em paredes de conventos ou igrejas medievais.
Nos equipamentos antigos os bebês indesejados eram depositados pela parte de fora e depois girados para dentro dos estabelecimentos.




Embora tenha a mesma finalidade, o novo sistema consiste em uma espécie de berço aquecido, monitorado por enfermeiras e disposto em locais próximos a hospitais com fácil acesso da população.
A prática, entretanto, continua sendo duramente criticada pela ONU, uma vez que violaria os direitos das crianças.
Em Berlim, por exemplo, uma placa localizada ao final de uma rua de um bairro tranquilo chama atenção de moradores e visitantes, apontando para um caminho entre as árvores.




Na placa, lê-se a seguinte mensagem "Babywiege" (berço).
No final deste caminho, há uma escotilha de aço com uma alça. Dentro dela, uma espécie de berço, com cobertores para acomodar o recém-nascido, possivelmente indesejado pela família.
O local é seguro e a temperatura ideal para um bebê. Há também uma carta deixada pelos responsáveis pela instalação do berço, caso o depositante se arrependa de sua decisão e queira a criança de volta.
Duas vezes por ano, alguém - possivelmente uma mulher - percorre tal trajeto até os fundos do Hospital Walfriede.
Para fontes ligadas ao tema, trata-se, normalmente, de um caminho sem volta. A criança indesejada crescerá sem nunca conhecer a mãe.
O processo é anônimo, ou seja, não se conhece a identidade do depositante, por mais que tal prática seja mais comum entre as mães.
Mas é justamente este argumento - o de confidencialidade - que é criticado por quem condena a iniciativa.
Crítica- Críticos afirmam que a roda pode ser usada por pais inescrupulosos ou até cafetões para pressionar as mães a abandonar seus bebês.
"Estudos na Hungria mostram que não são necessariamente as mães que depositam seus filhos nessas caixas, mas, por outro lado, parentes, cafetões, padrastos e até mesmo os pais biológicos", disse em entrevista à BBC Kevin Browne, da Universidade de Nottingham. 
Funcionamento da "roda" moderna é similar à medieval; bebê é depositado dentro da escotilha.
"Como o processo é realizado no anonimato e não inclui qualquer aconselhamento psicológico à mãe, cria um precedente perigoso tanto para a mulher como para a criança", acrescentou.
Para o estudioso, ao facilitar o processo de abandono de um bebê, as mães ficam menos suscetíveis a receber a ajuda necessária em uma situação de grande trauma emocional e, até mesmo, de risco para sua saúde.
Não há consenso, contudo, sobre o argumento levantado por Browne. Partidários da medida afirmam que estão oferecendo a mães desesperadas uma maneira segura de abandonar filhos indesejados.
Recentemente, uma mãe alemã foi condenada por atirar seu filho recém-nascido da janela do quinto andar de um edifício.
Crescimento- Situações como essa impulsionaram a prática da "roda" moderna na Europa Central e Oriental, desde os países bálticos, passando por Alemanha, Áustria, Polônia, Hungria, República Tcheca até a Romênia.
A lei de alguns desses países encoraja o sistema. Na Hungria, por exemplo, a legislação foi alterada para permitir que a iniciativa fosse considerada legal, nos mesmos padrões da adoção, enquanto que o abandono de um recém-nascido continua sendo considerado crime.
Kevin Browne, da Universidade de Nothingham, acredita que a tendência de crescimento é maior em países com passado comunista ou majoritariamente católicos, onde o estigma da mãe solteira ainda é muito forte.
Caixas para o abandono de bebês por país.
Alemanha – 99, Polônia – 45, República Tcheca – 44, Hungria – 26, Eslováquia – 16, Lituânia – 8, Itália - 8, Bélgica – 1, Holanda - 1, Suíça – 1, Vaticano – 1, Canadá – 1, Malásia – 1.
 Fonte: Comitê dos Direitos das Crianças das Nações Unidas
Para Gabriele Stangl, do Hospital Waldfriede em Berlim, que recebe dezenas de recém-nascidos por ano, a prática moderna da "roda" salva vidas, e, diferentemente do que pensa Browne, também aumenta os direitos das crianças.
Segundo ela, o sistema conta com todas as facilidades de uma maternidade comum. Uma vez que o bebê é depositado no berço improvisado, um alarme soa e uma equipe de médicos chega para checar o estado de saúde do recém-nascido.
A criança, então, é tratada no hospital e nutrida até ser encaminhada ao sistema legal de adoção. Neste período inicial, as mães têm o direito de buscarem de volta seus filhos caso se arrependam. Porém, uma vez feita a adoção, não há mais recurso.
Arrependimento- Não são raros os casos das mães que decidem voltar atrás em sua decisão. Uma delas contou à BBC que, como engravidou muito jovem e não tinha o apoio do pai da criança, ficou em estado de choque após o nascimento e decidiu colocar o filho na "roda". Ela, entretanto, se arrependeu uma semana depois.
Em uma única "roda" em Hamburgo, no norte da Alemanha, 42 bebês foram abandonados na última década. Desse montante, 17 mães contataram os organizadores e 14 buscaram de volta seus filhos.

"Em 1999, cinco bebês foram abandonados na cidade e três deles morreram", disse Steffanie Wolpert, uma das fundadoras do sistema de Hamburgo. "Então, nós pensamos em um jeito de contornar essa situação e permitir a sobrevivência dessas crianças", acrescentou.

Mas os críticos, como o Comitê das Nações Unidas para os Direitos das Crianças, não estão convencidos dos benefícios do sistema. Eles alegam que a iniciativa é um retrocesso às práticas medievais.

Segundo Maria Herczog, uma psicóloga infantil que integra o comitê, uma alternativa mais eficiente à "roda" moderna seria entender e ajudar as mães em circunstâncias difíceis.

"Essa prática envia uma mensagem errada às mulheres de que têm o direito de continuar escondendo a gravidez, dando a luz em circunstâncias pouco conhecidas e abandonando seus bebês", disse Herczog.(fonte-BBC News Berlim).



Esse é um assunto pra ser visto com todo cuidado em tempos em que crianças indesejadas são mortas e abandonadas por suas mães e famílias.