quinta-feira, março 8

* 8 de março - DIA INTERNACIONAL DA MULHER






História do 8 de março 

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.  

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. 

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). 

Objetivo da Data  

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. 

Conquistas das Mulheres Brasileiras  

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.  
Marcos das Conquistas das Mulheres na História  

- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.  

- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.  

- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.  

- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.  

- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs. 

- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas. 

- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres  

- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.  

- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças  

- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina  

- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres


Dia Internacional das mulheres é dia de luta pelos nossos direitos, queremos respeito e igualdade de condições profissional, familiar, pessoal, todos os dias!

Da série SEMANA DA MULHERES


quarta-feira, março 7

* Marias


Maria, Maria 
Milton Nascimento e Fernando Brandt

Maria, Maria
 É um dom, uma certa magia
 Uma força que nos alerta
 Uma mulher que merece
 Viver e amar
 Como outra qualquer
 Do planeta

Maria, Maria
 É o som, é a cor, é o suor
 É a dose mais forte e lenta
 De uma gente que rí
 Quando deve chorar
 E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
 É preciso ter raça
 É preciso ter gana sempre
 Quem traz no corpo a marca
 Maria, Maria
 Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
 É preciso ter graça
 É preciso ter sonho sempre
 Quem traz na pele essa marca
 Possui a estranha mania
 De ter fé na vida....

Mas é preciso ter força
 É preciso ter raça
 É preciso ter gana sempre
 Quem traz no corpo a marca
 Maria, Maria
 Mistura a dor e a alegria...

Mas é preciso ter manha
 É preciso ter graça
 É preciso ter sonho sempre
 Quem traz na pele essa marca
 Possui a estranha mania
 De ter fé na vida....
Mas é preciso ter força
 É preciso ter raça
 É preciso ter gana sempre
 Quem traz no corpo a marca
 Maria, Maria
 Mistura a dor e a alegria...
 
Mas é preciso ter manha
 É preciso ter graça
 É preciso ter sonho, sempre
 Quem traz na pele essa marca
 Possui a estranha mania
 De ter fé na vida




 Obrigada a dois homens notáveis por essa obra prima da MPB.

Da série SEMANA DAS MULHERES


terça-feira, março 6

* Lei 11.340/06 - Lei Maria da Penha


A Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por vinte anos lutou para ver seu agressor preso. 

Maria da Penha é biofarmacêutica cearense, e foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Viveros foi encontrado na cozinha, gritando por socorro, alegando que tinham sido atacados por assaltantes. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio aconteceu meses depois, quando Viveros empurrou Maria da Penha da cadeira de rodas e tentou eletrocuta-la no chuveiro. 

Apesar da investigação ter começado em junho do mesmo ano, a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro do ano seguinte e o primeiro julgamento só aconteceu 8 anos após os crimes. Em 1991, os advogados de Viveros conseguiram anular o julgamento. Já em 1996, Viveros foi julgado culpado e condenado há dez anos de reclusão mas conseguiu recorrer. 

Mesmo após 15 anos de luta e pressões internacionais, a justiça brasileira ainda não havia dado decisão ao caso, nem justificativa para a demora. Com a ajuda de ONGs, Maria da Penha conseguiu enviar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou uma denúncia de violência doméstica. Viveiro só foi preso em 2002, para cumprir apenas dois anos de prisão. 

O processo da OEA também condenou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência. E esta foi a sementinha para a criação da lei. Um conjunto de entidades então reuniu-se para definir um anteprojeto de lei definindo formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres e estabelecendo mecanismos para prevenir e reduzir este tipo de violência, como também prestar assistência às vítimas.  

Em setembro de 2006 a lei 11.340/06 finalmente entra em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixe de ser tratada com um crime de menos potencial ofensivo. A lei também acaba com as penas pagas em cestas básicas ou multas, além de englobar, além da violência física e sexual, também a violência psicológica, a violência patrimonial e o assédio moral.

Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza, Ceará, 1945) é uma biofarmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Com 60 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.A vida de Maria da Penha foi contada na biografia que  escreveu em 1994, Sobrevivi... Posso contar.



Da série SEMANA DAS MULHERES

* Violência à mulher no mundo

Abuso por parte do parceiro íntimo

Mundialmente, uma das formas mais comuns de violência contra as mulheres é a agressão feita pelo marido ou outros parceiros íntimos. A violência praticada por parceiros ocorre em todos os países e transcende aos grupos sociais, econômicos, religiosos e culturais. Embora as mulheres também possam ser violentas e haver comportamento abusivo em alguns relacionamentos homossexuais, a vasta maioria dos abusos é praticada por homens contra suas parceiras.
Apesar da pesquisa sobre o abuso praticado por parceiros estar ainda no estágio inicial, existe um consenso cada vez maior sobre sua natureza e os vários fatores que provocam este tipo de abuso. Às vezes referido como “agressão conjugal”, “espancamento” ou “violência doméstica”, o abuso pelo parceiro íntimo é mais frequentemente parte de um padrão, que inclui o comportamento abusivo e o controle forçado, do que um ato isolado de agressão física. O abuso pelo parceiro pode tomar várias formas, inclusive agressões físicas tais como golpes, tapas, chutes e surras; abuso psicológico por menosprezo, intimidação e humilhação constantes; e coerção sexual. Inclui também frequentemente os chamados comportamentos de controle, tais como o isolamento forçado da mulher em relação à sua família e amigos, a vigilância constante de suas ações e a restrição de seu acesso a recursos variados.

A magnitude do problema

Em cerca de 50 pesquisas populacionais do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam terem sido espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos, em algum momento de suas vidas. As pesquisas sobre violência de parceiros são ainda muito recentes e são poucos os dados disponíveis sobre o abuso psicológico e sexual perpetrado pelos parceiros.
A violência física em relacionamentos íntimos quase sempre é acompanhada de abuso psicológico, sendo que de um terço à metade dos casos envolvem abuso sexual. Por exemplo, de 613 mulheres maltratadas no Japão, 57% tinham sofrido todos os três tipos de abuso-físico, psicológico e sexual. Somente 8% tinham sofrido somente o abuso físico. Em Monterrey, no México, 52% das mulheres maltratadas fisicamente tinham também sofrido abusos sexuais de seus parceiros íntimos. Em León, na Nicarágua, de 188 mulheres que tinham sido maltratadas fisicamente por seus parceiros, somente 5 não tinham sofrido abuso sexual ou psicológico ou ambos.
A maioria das mulheres que sofrem alguma agressão física sofrem, geralmente, vários atos de agressão ao longo do tempo. Por exemplo, o estudo de León mostrou que 60% das mulheres agredidas no ano anterior à pesquisa foram agredidas mais de uma vez, sendo que 20% sofreram atos muito fortes de violência mais do que seis vezes. Das mulheres que relataram algum tipo de agressão física, 70% relataram agressões graves. O número médio de agressões físicas sofridas no ano anterior à pesquisa por mulheres que continuavam a sofrer abusos, foi de sete entre as mulheres pesquisadas em Londres e de três nos EUA. 
Nas pesquisas sobre violências praticadas por seus parceiros, pede-se geralmente às mulheres que informem que atos específicos de violência já sofreram, dos incluídos numa lista, entre eles, tapas, empurrões, socos ou ameaças com porte de arma. Quando as perguntas se referem a comportamentos como, por exemplo, “Seu parceiro já  a forçou alguma vez a ter relações sexuais contra sua vontade?”-as respostas resultam mais precisas do que quando pergunta-se simplesmente se elas já foram “agredidas” ou “estupradas”. Geralmente, as pesquisas definem como “violência grave” os atos físicos mais fortes que tapas, empurrões, repelões ou lançamento de objetos contra a pessoa. 
Mas a mensuração dos “atos” de violência não descreve inteiramente a frequente atmosfera de terror que permeia os relacionamentos abusivos. Por exemplo, em uma pesquisa nacional de violência, realizada no Canadá em 1993, um terço das mulheres que tinham sido agredidas fisicamente pelos parceiros declarara ter sentido ameaça de morte durante algum momento de seu relacionamento. Frequentemente, as mulheres dizem que o abuso e a humilhação psicológicos são ainda mais difíceis de aguentar que o abuso físico.

A dinâmica do abuso 

Muitas culturas sustentam que os homens têm o direito de controlar o comportamento de suas esposas e que eles podem punir as mulheres que contestam este direito, mesmo quando elas apenas pedem dinheiro para os gastos domésticos ou expõem certas necessidades dos filhos. Estudos feitos em países tão diferentes como Bangladesh, Camboja, Índia, México, Papua Nova Guiné, Tanzânia e Zimbábue constataram que a violência é frequentemente vista como uma punição física, ou seja, é o direito do marido de “corrigir” uma mulher que cometeu uma transgressão. Como disse um marido em uma discussão de grupo de Tamil Nadu, na Índia: “Se a transgressão for muito séria, justifica-se o espancamento da esposa pelo marido. E por que não? As vacas só aprendem a ser obedientes apanhando”.
As justificativas para a violência derivam muito frequentemente de certas normas de gênero, ou seja, de normas sociais que definem quais os papéis e responsabilidades considerados mais apropriados para os homens e mulheres. O mais típico é dar aos homens toda a liberdade, desde que eles se responsabilizem financeiramente pelo sustento de suas famílias. O que se espera das mulheres é que cuidem da casa e das crianças e demonstrem sua obediência e respeito aos maridos. Se o homem achar que sua mulher falhou de certa forma no cumprimento do seu papel, que saiu fora dos limites estabelecidos ou que desafiou os direitos do marido, ele pode reagir violentamente.
Estudos feitos no mundo inteiro permitiram identificar uma lista de eventos que “provocam” a violência, entre eles, não obedecer ao marido, “responder” ao marido, não ter a comida pronta na hora certa, não cuidar adequadamente dos filhos ou da casa, questionar o marido sobre dinheiro ou possíveis namoradas, ir a qualquer lugar sem sua permissão, recusar-se a ter relações sexuais ou suspeitar da fidelidade do marido. Todos estes eventos constituem transgressão das normas que regem o relacionamento entre os sexos.
Em muitos países em desenvolvimento, as próprias mulheres concordam com a noção de que os homens têm o direito de disciplinar suas esposas usando a força. Por exemplo, nas áreas rurais do Egito, pelo menos 80% das mulheres disseram que os maridos têm o direito de espancar as esposas sob certas circunstâncias. Uma destas circunstâncias é recusar sexo ao marido quando este o deseja. Como é de se prever, a recusa ao sexo é uma das causas mais frequentes das surras relatadas pelas mulheres.
Muitas sociedades distinguem, às vezes, entre causas justas e injustas da violência, como também consideram que existem níveis aceitáveis e inaceitáveis de agressão. A noção de “justa causa” aparece com frequência nas pesquisas sobre violência realizadas em muitos países. Alguns indivíduos, geralmente os maridos ou os superiores de uma comunidade, podem ter o direito de punir fisicamente uma mulher que tenha cometido certas transgressões, se bem que dentro de certos limites. Se um homem ultrapassar estes limites e exagerar na violência ou se espancar uma mulher sem “justa causa”, os outros poderão intervir. Como disse uma mulher no México: “Se fiz algo errado, ninguém deve me defender. Mas se não fiz, então tenho o direito de ser defendida”.
Mesmo nas culturas que concedem aos homens um nível alto de controle sobre o comportamento feminino, o número de homens abusivos é geralmente superior ao normal. Por exemplo, dados do Estudo Demográfico e de Saúde (DHS) da Nicarágua mostram que, das mulheres que tinham sido agredidas fisicamente, 32% tinham maridos que se encontravam nos níveis mais altos da escala de controle conjugal, mas este percentual reduzia-se a apenas 2% entre as mulheres que não tinham sido agredidas fisicamente. A escala de controle conjugal incluía comportamentos tais como acusação contínua de infidelidade da esposa e restrição do acesso da esposa aos seus amigos e familiares. 

Reação das mulheres à agressão 

A maioria das mulheres agredidas não são vítimas passivas, mas usam estratégias ativas para maximizar sua segurança e a de seus filhos. Algumas mulheres resistem, outras fogem e outras ainda tentam manter a paz rendendo-se às exigências de seus maridos. O que um observador pode interpretar como falta de reação a uma vida onde reina a violência pode, na verdade, ser uma estratégia de sobrevivência no casamento e uma forma da mulher proteger-se e proteger seus filhos.
A reação da mulher à agressão é frequentemente limitada pelas opções à sua disposição. As razões que elas mais alegam para continuar em um relacionamento abusivo são: medo de represálias, perda de outros meios de suporte financeiro, preocupação com os filhos, dependência emocional, perda de suporte da família e dos amigos e a eterna esperança de que “ele vai mudar um dia”. Em países em desenvolvimento, as mulheres citam também que voltar a ser solteiras ou separadas é uma condição inaceitável, constituindo uma barreira adicional que as mantém em casamentos destrutivos. 
Ao mesmo tempo, é frequente que a recusa e o medo do estigma social impeçam as mulheres de pedir ajuda. Por exemplo, as pesquisas mostram que de 22% a quase 70% das mulheres agredidas nunca tinham revelado tais atos de violência a ninguém, até responderem à pesquisa. Aquelas que pedem ajuda dirigem-se principalmente à família e aos amigos. São poucas as que chamam a polícia.
Apesar dos obstáculos, muitas mulheres acabam abandonando os parceiros violentos, mesmo que esperem muitos anos, depois que os filhos já estão adultos. Por exemplo, em León, Nicarágua, a probabilidade de que uma mulher agredida acabe deixando seu agressor é de 70%. O tempo médio que as mulheres permanecem em um relacionamento violento é de cinco anos. As mulheres mais jovens são mais propensas a abandonar estes relacionamentos mais cedo.
Os estudos sugerem uma série consistente de fatores que levam as mulheres a abandonar um relacionamento abusivo: os níveis de violência pioram e a mulher entende finalmente que “o homem” não irá mudar, ou então o nível de violência começa a afetar os próprios filhos do casal. Além disso, as mulheres confessam que o apoio emocional e logístico da família e dos amigos é um fator determinante em sua decisão de abandonar o marido ou parceiro.
Abandonar um relacionamento abusivo é um processo que, frequentemente, inclui períodos de negação, culpa e submissão antes que a mulher finalmente se dê conta de que o abuso continuará a se repetir e passe a se identificar com outras mulheres na mesma situação. Este é o início do processo de ruptura e recuperação. A maioria das mulheres abandona e retorna ao relacionamento várias vezes antes de finalmente deixarem o parceiro de forma definitiva Infelizmente, nem sempre o abandono do relacionamento garante a segurança da mulher. A violência pode continuar e até aumentar, depois que a mulher abandona seu parceiro. Na verdade, o maior risco de ser assassinada pelo marido ocorre justamente após a separação.

Como explicar o abuso pelo parceiro íntimo 

Apesar de ser muito comum o abuso por parte do parceiro íntimo, ele não ocorre em todo lugar. Existe documentação antropológica de sociedades de menor porte, tais como os Wape de Papua Nova Guiné, onde a violência doméstica é praticamente inexistente. Esta constatação constitui um testamento de que as relações sociais podem ser organizadas de forma a minimizar o abuso pelo parceiro.
Em muitos lugares a prevalência de tal violência varia substancialmente entre áreas vizinhas. Estas diferenças locais são frequentemente maiores que as diferenças entre países. Por exemplo, em Uttar Pradesh, na Índia, a porcentagem de homens que declararam espancar suas esposas variava de 18%, no distrito Naintal, a 45%, no distrito Banda. A porcentagem de homens que forçava fisicamente suas esposas ao ato sexual variava de 14% a 36% de um distrito a outro.
Por que a violência é mais difundida em alguns lugares do que em outros? Apesar dos estudos não fornecerem respostas conclusivas, eles identificam algumas características das sociedades e dos relacionamentos que ajudam a explicar as diferenças na prevalência da violência contra as mulheres.
Violência e situação socioeconômica. Embora a violência doméstica aconteça em todos os grupos socioeconômicos, os estudos constataram que as mulheres que vivem na pobreza têm maior probabilidade de serem vítimas de violência do que as mulheres de condição econômica mais elevada. 
Porém, não está muito claro ainda se é a própria pobreza que aumenta os riscos de violência ou se esta é causada por outros fatores associados à pobreza, tais como a maior aglomeração espacial ou a falta de esperança. Certos homens que vivem em condições de pobreza podem tornar-se tensos e frustrados ou sentir que fracassaram ao não cumprir o papel culturalmente definido para ele, qual seja, o de responsável pelo sustento da família. A pobreza pode também ser a causa de discordâncias conjugais e, ao mesmo tempo, tornar mais difícil para uma mulher abandonar um relacionamento violento ou insatisfatório.
Provavelmente, a baixa condição socioeconômica reflete uma variedade de condições que, combinadas, aumentam o risco das mulheres tornarem-se vítimas. É cada vez mais frequente o uso pelos especialistas de um “modelo ambiental” para entender a interação e combinação de fatores pessoais, situacionais e socioculturais para provocar o abuso. A abordagem ambiental do abuso sustenta que nenhum dos fatores “provoca” a violência sozinha, mas que vários fatores se combinam para aumentar a probabilidade de que um homem particular, em uma situação particular, possa agir violentamente contra uma mulher.
No modelo ambiental, as normas sociais e culturais-por exemplo, as que afirmam a superioridade inerente dos homens sobre as mulheres combinam-se com fatores de nível individual-por exemplo, se o homem sofreu abuso quando criança-para calcular a probabilidade de ocorrer uma situação de abuso. Quanto mais fatores de risco estiverem em jogo, maior a probabilidade de ocorrer à violência. 
Outros fatores do ambiente social parecem combinar-se para proteger certas mulheres. Por exemplo, quando as mulheres têm autoridade e poder fora da família, os índices de abuso parecem ser mais baixos nos relacionamentos íntimos.
Igualmente, a pronta intervenção de familiares e a presença de organizações femininas parece reduzir a probabilidade da violência doméstica. Em contraste, quando a família é considerada “assunto privado” e não se permite o escrutínio público, os índices de abuso conjugal são mais elevados. 
Population Reports is published by the Population Information Program, Center for Communication Programs, The Johns Hopkins School of Public Health, 111 Market Place, Suite 310, Baltimore, Maryland 21202-4012, USA




ayaan-hirsi-ali

Da serie SEMANA DAS MULHERES

segunda-feira, março 5

* Homens que odeiam mulheres




Mas pensam que amam!
Durante um relacionamento exercem autoridade absoluta sobre a mulher, não raro, intimidam, humilham, ameaçam.
No final de um relacionamento se comportam como a amiga invejosa, vou contar para a sua mãe, para o seu irmão, vou te desmoralizar na escola, vou te bater na porta de casa, revelar suas (nossas) intimidades. Pensam na mulher como um objeto sem vontade própria e sem direitos.
Contrariados, se dedicam a desmoralização dessa mulher, ameaçam, chantageiam, insultam, injuriam, constrangem, caluniam, perseguem, choram, pedem perdão, prometem, presenteiam... e depois cobram os presentes. Se não tem razão para maltratá-las, inventam! Querem ter controle sobre o que pensam, falam, sentem.
Rejeitados, entram num círculo vicioso sem fim, são capazes de inventar as histórias mais sórdidas para desmoralizá-las, não conseguiriam explicar porque se humilharam tanto se arrastando feitos vermes atrás delas por tanto tempo. Se vitimizam, se fazem de inocentes, esquecem tudo o que fizeram para serem odiados por essas mulheres.
Querem ser elas! Querem tê-las pra si como a menina quer a boneca linda, mesmo que não seja!, que gostaria de ser.  
Homens frágeis, covardes! São esses os homens que espancam, destroem a autoestima de uma mulher, e se puderem a matam. Mesmo quando não, são homens criados pela avó em apartamento, com gato.
Uma mulher que tentar acreditar num homem desses enfrentará sérios problemas.



São só covardes!


Da série SEMANA DAS MULHERES



* Não se submeta!

Do It

Lenine


Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...

Hê Hô, Hum! Nanananã!
  Hê Hô!, Hum!...

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...

Hê Hô, Hum! Nanananã!




Uma semana de música brasileira boa dedicada às mulheres





<>         
Crime pela internet


No Brasil, os principais crimes cometidos pela internet são os contra a honra (injúria, calúnia e difamação), a exibição de imagens de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes e a divulgação de textos e imagens de conteúdo racista e preconceituoso, além de fraudes envolvendo cartões de crédito.

A grande dificuldade na investigação desses crimes é a inexistência de legislação específica para a Internet. Assim, é preciso usar as leis do Código Penal, de 1941, para se defender. A única exceção é a lei que proíbe as cópias de software.

A falta de leis atualizadas dificulta o trabalho da polícia. Um dos maiores problemas, segundo o delegado João Renato Weselowski, da Delegacia de Meios Eletrônicos de São Paulo, é a necessidade de autorização judicial para identificar o IP (uma espécie de endereço do computador) de um suspeito.

Outro empecilho, explica Weselowski, é o caráter internacional dos crimes cometidos pela Internet. “Muitas vezes, um site de conteúdo racista ou pornográfico hospedado num servidor brasileiro foi feito por uma pessoa na Europa, e vice-versa”.

Como proceder em caso de crime?

Em caso de crime, a pessoa pode fazer queixa em qualquer delegacia. Cópias de e-mails e print-screens (imagens que reproduzem o que está na tela do computador) servem para fazer o B.O.. Posteriormente, munidos de uma ordem judicial, os investigadores têm acesso ao conteúdo dos sites ou e-mails suspeitos.

É bom lembrar que, em caso de ofensas ou calúnias enviadas por e-mail, não existe crime se somente a pessoa alvo das difamações recebeu a mensagem. “Só há infração se outras pessoas souberem”, explica Weselowski. Já e-mails enviados a terceiros ou sites com conteúdo ofensivo configuram crime.

De acordo com a legislação atual, os servidores não podem ser responsabilizados criminalmente pelo conteúdo dos sites que hospedam. “Hoje, só pode acontecer algo na área cível. Mas acredito que isso deverá mudar em breve”, afirma o delegado.

Da série SEMANA DAS MULHERES


  

domingo, março 4

* Sonhei com cobras...shhhhhh


Essa é a cena que vi no meu sonho


No mesmo dia recebi a foto de uma cobra, incrível!!


Impressionante!!!

E olha só o que achei! (montagem, né?)

Você sabe o que é sonhar com cobras? Nem eu, mas desconfio! rsss


* Programa de paulistano!

Andar nas ruas pode ser uma grande festa - Bairro da Liberdade

Comer um excelente pastel de feira nas muitas pela cidade

Do viveiro de plantas no Ibirapuera
Ao Museu do Ipiranga

Ao MASP

À Pinacoteca

Ao Memorial da América Latina
Ao Parque da Água Branca, uma das minhas paixões na cidade..

 
Tudo é bom nessa cidade única no Brasil!

Ando com saudades de mim, do meu orgulho de ser paulistana, de pertencer a esse lugar.

É o preço que se paga quando esquecemos quem somos.

* O homem invisível!!!






Conhecido como "Homem Invisível", o artista chinês Liu Bolin produz imagens nas quais se funde com diversos cenários retratados. Para produzir o efeito de invisibilidade, ele encara sessões de até dez horas de pintura corporal. Segundo Bolin, a ideia para a série começou quando ele teve seu estúdio fechado pela censura chinesa, dando origem ao projeto “Hiding in the City”, no qual ele se camufla aos principais marcos políticos do país.

Fantástico!!!

 Supreendente!

Não é? rsss



sábado, março 3

* Serra, você não fez a lição de casa!



Uma foto impressionante e inesquecível de um dos homens mais desprezíveis do cenário  político brasileiro


Eu quero que o partido tenha mais sorte que o senhor....






1º de março de 2012 - Zona leste de SP.

Espero que São Paulo tenha melhor sorte que o partido e que você, Serra! 

sexta-feira, março 2

* Como dar um comprimido a um gato



 

  • 1. COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO
  • 2. 1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê, tendo o comprimido na palma da mão esquerda. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas. Quando o felino abrir a boca, pegue rápido o comprimido da palma da mão esquerda e atire-o lá para dentro. Deixe o gato fechar a boquinha e engolir. 2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato novamente no braço esquerdo e repita o processo.
  • 3. 3. Vá ao quarto buscar o gato e jogue fora o comprimido meio desfeito. 4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço, segurando firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir a mandíbula e empurre o comprimido com o indicador direito até o fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada e conte até 10.
  • 4. 5. Recolha o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame a sua esposa para ajudar. 6. Ajoelhe-se no chão, tendo o gato firmemente preso entre os joelhos. Segure as quatro patas. Ignore os rosnados ameaçadores do gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do bichinho com uma mão e force a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Ela deve deixar rolar o comprimindo pela régua e esfregar vigorosamente o pescoço do gato.
  • 5. 7. Desça o gato de cima da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota mental de que precisará adquirir outra régua e mandar consertar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde. 8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa que se deite por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco dela. Instale o comprimido na ponta de um canudinho, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis atravessado. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.
  • 6. 9. Consulte a bula para verificar se comprimido de gato faz mal ao ser humano. Lave o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com água fria e sabão. 10. Retire o gato do galpão do vizinho. Pegue outro comprimido. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Jeitosamente, utilize um elástico como atiradeira para lançar o comprimido pela garganta do gato.
  • 7. 11. Procure uma chave de fenda e ponha a porta do armário novamente no lugar. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data da sua mais recente vacina contra tétano. Aplique uma compressa de álcool na bochecha para desinfetar. Jogue a camiseta no lixo e procure outra no quarto. 12. Ligue para os bombeiros, pedindo que venham retirar o desgranhento do gato lá de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se machucou ao tentar desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido da embalagem.
  • 8. 13. Amarre as patas da frente às patas de trás desse espertinho e prenda-o firmemente à perna da mesa de jantar. Nas mãos, ponha luvas de couro. Do quintal, puxe a mangueira. Empurre o comprimido para dentro da boca do bicho, seguido de um pedaço de carne. Segurando firmemente a cabeça desse terror felino, mande-lhe meio litro de água goela abaixo, para que o comprimido desça.
  • 9. 14. Peça à esposa que o leve ao pronto-socorro mais próximo. Agüente firme enquanto o médico lhe costura os dedos e o antebraço e retira os restos do comprimido de dentro do olho direito. Lembre-se: &quot;homem não chora&quot;. A caminho de casa, use o celular para falar com as casas de móveis para se informar sobre o preço de uma nova mesa de jantar.
  • 10. 15. Peça à Liga de Proteção aos Animais que mandem um funcionário com urgência para recolher o raio desse bichinho mutante. Ligue para a loja dos animais e pergunte se eles têm tartaruguinhas para vender. EM BREVE: COMO DAR UM COMPRIMIDO A UMA TARTARUGA...
Texto da internet, desconheço o autor




Prefiro as tartarugas!