domingo, fevereiro 5

* Qual a paz?

Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)

A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
(Medo! Medo! Medo! Medo!)
As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz que eu não quero conservar,
Prá tentar ser feliz?"
As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo!
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!
Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido...
É pela paz que eu não quero seguir admitindo
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitindo






Sonho, respiro! O pulso ainda pulsa!




sábado, fevereiro 4

* Delírios Paulistânicos



Em tarde de 35º


Casa na árvore         





                               






Fernando de Noronha - PE.


Super salada


Mate com limão


Um sorvete gigante


Ilha do Cardoso Litoral sul de SP.


Pés na água


Ilha do Cardoso - SP.



Bóra!


* Pra não dizer que não falei da lua...

A lua está linda hoje, quem não viu, vai ver!



E é o que temos para hoje...


sexta-feira, fevereiro 3

* Cracolândia: entre a Kassabolândia e o Memorial da Democracia

SÃO PAULO - A prefeitura de São Paulo enviou para a Câmara Municipal, no começo da tarde desta quarta-feira, um projeto de lei que concede uma área de 2.200 m² na Nova Luz, área antes ocupada pela Cracolândia, para abrigar o Instituto Lula.

A manchete é nitroglicerina pura em campos paulistânicos!


Quando a gloriosa PM de São Paulo, sob ordens do governador Geraldo Alckmin, em associação com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, invadiu a Cracolândia numa ação que parece ter sido resolvida durante o café depois do jantar, sem o menor planejamento, ou responsabilidade com as centenas de viciados da região, que simplesmente foram espalhados pela cidade, enquanto os casarões historicamente abandonados pela prefeitura eram derrubados, tudo foi visto com absoluta naturalidade pela imprensa paulista.
Acompanhe o pitaco do ENEPA aqui

Nova Luz ou Kassabolândia



Quando Gilberto Kassab apresentou o Projeto Nova Luz que prevê a revitalização de 45 quarteirões dos bairros Luz e Santa Ifigênia, no centro, por meio de concessão urbanística, até a justiça paulista teve que intervir!


Kassab, pretendia lançar, nos próximos meses, a licitação para contratar uma empresa ou um consórcio que ficaria responsável pelas obras. Em troca do serviço, a iniciativa privada poderia lucrar com a compra e venda de imóveis na região. O projeto urbanístico para a região foi apresentado no segundo semestre do ano passado. Levaria 15 anos para ficar pronto e custaria, ao menos, R$ 1,1 bilhão.


Em abril de 2011, a Justiça já havia suspendido o projeto, atendendo a um pedido de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo, o pessoal da Santa Efigênia. Uma semana depois, a Prefeitura recorreu e foi beneficiada por uma decisão do Tribunal de Justiça, que autorizou a continuidade do projeto.


Dia 27 de janeiro, a Justiça suspendeu, mais uma vez, o Projeto Nova Luz.


O juiz Adriano Marcos Laroca, da 8ª Vara da Fazenda Pública, alega que a população da cidade não foi consultada antes da aprovação da lei 14.918/2009, que autoriza o poder público a executar o projeto. “A decisão política de aplicar no projeto Nova Luz o instrumento da concessão urbanística, de fato, não contou com a participação popular, sobretudo, da comunidade heterogênea (moradores de baixa renda, pequenos comerciantes de eletroeletrônicos, empresários, etc,... centenas de pequenos comerciantes da região da Santa Efigênia) atingida pela intervenção urbanística”, afirmou o juiz, em sua decisão.


A gestão Kassab ainda pode recorrer da decisão, que foi dada em caráter de liminar.

Dificilmente, durante nossa curta existência, assistiremos disputa mais explícita que esta, que opõe prefeitura e Câmara Municipal de São Paulo (além do governo estadual), que representam os interesses do mercado imobiliário, contra os moradores e usuários pobres, pelo acesso ao centro antigo de São Paulo. Trata-se do único lugar na cidade onde os interesses de todas as partes (mercado imobiliário, prefeitura, Câmara Municipal, comerciantes locais, movimentos de luta por moradia, moradores de cortiços, moradores de favelas, recicladores, ambulantes, moradores de rua, dependentes químicos, e outros) estão muito claros, e os pobres não estão aceitando passivamente a expulsão.
Tentativa de expulsar os pobres é parte de megaoperação para entregar aos especuladores, e às minorias, algumas das áreas com melhor transporte e infraestrutura de São Paulo. Felizmente, há resistência
Rua Guaianazes, região que será desapropriada para  implantação do projeto Nova Luz.
A pergunta que fazem os antigos e insistenses moradores e comerciantes da região é : Por que agora que tudo vai melhorar, teremos que ser expulsos de nossos apartamentos, lojas?
 
Nada disso provocou indignação, a notícia não rendeu manchete nos meios de comunicação paulistas.


Rua dos Protestantes


Instituto Lula e Memorial da Democracia
O Instituto Lula tinha três propostas para abrigar seu Memorial da Democracia, o Rio de Janeiro, São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, onde Lula, um metalurgico, iniciou a vida sindical e política em tempos de didatura militar....,  e São Paulo, capital.
Kassab se antecipou!

Entregou nessa quarta feira um projeto para ceder de forma gratuita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um terreno de 2 mil metros quadrados na rua dos Protestantes, na região da Nova Luz, próximo ao Museu da Resistência.
 
Nesse terreno o Instituto Lula ganharia uma nova sede que contaria com os documentos e arquivos referentes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sediaria um 'Memorial da Democracia', que traria informações sobre movimentos sociais.

Um espaço aberto ao público!

Se aprovada, a proposta de Kassab garante a concessão do terreno ao instituto por 99 anos, na  área que está dentro do perímetro em que a prefeitura tenta implantar um projeto de revitalização da cidade, Nova Luz, mas que está embargado pela Justiça.

"Em nota, o Instituto Lula afirmou que o Memorial da Democracia

 “mostrará a história da luta pela democracia em nosso país” e “dará visibilidade pública à cultura política democrática”.
O museu, diz o comunicado, “será construído e mantido pelo Instituto Lula, em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de São Paulo nas proximidades da Estação da Luz, seguindo desenho institucional a ser definido entre poder público e a entidade responsável pela iniciativa”.

De acordo com o Instituto Lula, o memorial vai oferecer à população informações sobre figuras importantes como Zumbi dos Palmares, Tiradentes e Frei Caneca e passagens marcantes da história brasileira, entre elas o advento da República, a Guerra de Canudos, a resistência durante as duas ditaduras do século 20, as grandes campanhas cívicas do Abolicionismo, a campanha Diretas Já, a Constituinte de 1988, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor e a luta pela terra.

O museu abrigará ainda o acervo documental referente aos oito anos de mandato do ex-presidente Lula (2003-2010), mas “sem nenhuma concessão a enfoques maniqueístas ou partidarizados”.

De acordo com o Instituto Lula, o Memorial da Democracia também desenvolverá “cursos rápidos sobre variados temas da educação democrática”.

O Instituto Lula assumirá todos os custos da construção do museu e ressalta que o terreno será cedido pela prefeitura por meio de concessão administrativa – isto é, sem transferência de posse.

“O Instituto Lula se responsabilizará pela aquisição de todos os equipamentos do Memorial e pela sua operação, sendo a gestão compartilhada com o poder público municipal e, possivelmente, incluindo parcerias com os governos estadual e federal, através das respectivas áreas de Educação e Cultura, não importando a composição partidária nos Executivos dos três entes federados em cada momento”, afirma a nota divulgada hoje."

Lula, pela sua importância, pelas conquistas que obteve para o Brasil, merece de São Paulo esse reconhecimento.

Os que se mantiveram sonolentos até agora, mas que despertam aos gritos: Ainda é um projeto, quem discorda dessa concessão que pressione seu vereador!!

Não vejo com nenhuma simpatia essa aproximação de Kassab e o PT, mas sou muito mais o Memorial da Democracia do que a Kassabolândia. Eu, a cidade de São Paulo e a justiça!

quinta-feira, fevereiro 2

* Oráculo







42. O segredo não é priorizar o que está na sua agenda, mas agendar o que você priorizou.






Hum... Agora entendi...
Ou não!




quarta-feira, fevereiro 1

* Seja bem vindo, mas não fale alto, não cuspa no chão..


não arrote à mesa, limpe os pés!





Principais Crimes contra a Mulher


Constrangimento Ilegal
Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda é crime de constrangimento ilegal, previsto no art. 146 do nosso Código Penal, e a pessoa que o praticou poderá ficar detida de 3 meses a um ano ou multa ....
Se  você sofre constrangimento ilegal, denuncie!


Como?

É simples. Registre uma queixa na Delegacia mais próxima ou se preferir na própria Delegacia de Proteção à Mulher e exija a apuração do fato.
Não esconda o problema dos seus amigos, parentes ou vizinhos, pois eles poderão lhe apoiar e testemunhar a seu favor.


Ameaça

Consiste em ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. A pena cominada ao crime é de detenção de um a seis  meses, ou multa.
Trata-se de um crime de ação penal pública condicionada, ou seja, somente se procede mediante representação.
A ameaça, em si já é crime, mas, não contida a tempo, pode desencadear delitos mais graves. Denuncie!




Calúnia, Difamação e Injúria




Calúnia
(Art. 138)


Imputação (atribuição) falsa de um fato criminoso a alguém. É necessária a descrição do falso crime. Ex.: alguém afirma que viu o parlamentar recebendo propina das mãos de um empreiteiro. Se não provar o que disse, está cometendo uma calúnia. Mas chamar o parlamentar, de ladrão, bandido, corrupto etc., sem conseguir provar, caracteriza injúria, não calúnia.


Difamação
(Art. 139)


Consiste em ofender a reputação de alguém. Ao contrário da calúnia, aqui não há necessidade provar que os fatos são falsos. Ex.: alguém afirma que viu Fulana se prostituindo na noite anterior. Mesmo que tenha feito isso, ela pode processar o autor por difamação, pois houve a descrição do fato desonroso. Para haver processo, as ofensas precisam ser dirigidas a uma vítima determinada.


Injúria
(Art.140)


Qualquer ofensa à dignidade de alguém. Na injúria, ao contrário da calúnia ou difamação, não se atribui um fato, mas uma opinião. Em geral, o crime é representado pelo uso de palavras fortes, como “ladrão”, “idiota”, “corrupto” e expressões de baixo calão. O crime de injúria pode levar a uma pena ainda maior, se praticado com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Reputação e moral, grandes preocupação femininas, principais alvos de calúnia, difamações e Injúrias, através de falatórios, pré conceitos, e expectativa de imagem e comportamento femininos.
Denuncie!

Esses crimes só podem ser apurados com a denúncia da própria vítima. Logo, você deve ir à Delegacia e registrar uma queixa.
Não tenha vergonha de relatar os detalhes, pois eles são muito importantes na caracterização do delito. E não esqueça de informar testemunhas, caso elas existam.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 
A violência contra a mulher é um dado histórico cultural inegável não somente em nosso país, mas em diversos outros lugares do mundo.
 Ao longo da existência, a mulher vem sendo subjugada nos seus sentimentos, pensamentos, interesses e vontades. Passou séculos sendo obrigada a um comportamento que a violava no seu livre arbítrio, sempre a mercê de um comando machista e patriarcal, ditando as regras do jogo, sob a égide de um disfarçado falso moralismo.
Através dos tempos, a mulher vem vencendo vários obstáculos sociais, culturais e intelectuais, mostrando ao mundo uma incansável luta pelos seus  direitos de cidadã e de ser humano. 
Mas “o seu maior inimigo pode estar dormindo ao seu lado, comendo da mesma comida, vivendo sob o mesmo teto, fazendo-lhe filhos” 
Devemos essa consciência as nossas antepassadas, nossas descendentes, nosso passado,  presente e futuro.
Não estamos aqui de carona, não somos meras acompanhantes, somos fundamentais para a mudança da nossa história e da história do mundo. Merecemos respeito!
Ativistas Ucranianas do FEMEN protestam em Davos

terça-feira, janeiro 31

* Fui!




Radical Chic - Miguel Paiva



* 249 visitas!!

Uma boa despedida!

Obrigada aos amigos pela solidariedade, aos inimigos pela fidelidade..


Sem recaídas, sem novas oportunidades, sem dó, ré, mi, fá...!

Eu quero é sol!



Game over, 90 visualizações! Não é record, mas é supreendente!



terça-feira, 31 de janeiro de @ 21:02 : Belford Roxo, BR
terça-feira, 31 de janeiro de @ 21:01 : Beverly Hills, California, US
De Beverly Hills a Belfort Roxo.... Ui!.. te mete!

domingo, janeiro 29

sábado, janeiro 28

* O Parangolé Pamplona de Hélio Oiticica, a gente mesmo faz!


MADE-ON-THE-BODY CAPE 1968 (PARANGOLE PAMPLONA)


- CAPA FEITA NO CORPO 274cm/108cm no comprimento

        
          - Cada pedaço de pano deve medir 3 yards no comprimento;

        - Para fazer a capa o pano não pode ser cortado;

        - Alfinetes-de-fralda devem ser usados na construção e depois o pano pode ser costurado para fazer a capa permanente;

       - A estrutura construída no corpo deve ser improvisada pelo próprio participante (se precisar da ajuda de outra pessoa, ok) e feita de forma que possa ser retirada sem cortar;

- Algumas pessoas podem participar juntas, mas uma só cor, i.e., um só pedaço de pano deve ser usado para cada capa. (Hélio Oiticica).


Hélio Oiticica é um dos artistas mais importantes do nosso país, revolucionário em sua arte, influenciou gerações, o próprio nome “Tropicália” surgiu de uma instalação homônima dele. Foi responsável, assim como Lygia Clark, por nos tirar do gueto nacional. Impossível falar em arte contemporânea brasileira sem citá-lo. Com um histórico desses, que eu apenas pincelei pra não me estender muito, em qualquer lugar do mundo que se valorize arte e cultura, ele seria considerado um patrimônio nacional. Aqui, lamentavelmente, nunca foi cultuado fora do meio acadêmico e artístico, talvez porque ainda persista essa ideia mesquinha de que arte é artigo de luxo, coisa pra rico, elite. Uma pena. E assim vamos perdendo mais um pouco o registro da nossa identidade cultural pós-Colônia.

A primeira vez que tive acesso a informações sobre o trabalho do Hélio foi em 95, numa reportagem da revista VOGUE, assinada pela Márcia Fortes, dona da prestigiada galeria Fortes Vilaça. Naquele momento, o mercado internacional começava a perceber que existia uma arte feita aqui e que não estava ligada diretamente a araras, barquinhos e paisagens tropicais, que dialogava com o que se fazia de mais conceitual no mundo. Os Penetráveis e Parangolés do Hélio sempre fizeram muito sucesso, lá fora, assim como a polêmica série Cosmococa, onde símbolos da cultura pop norte-americana eram contornados com cocaína, uma parceria do artista com Neville de Almeida.

Os Parangolés são os meus favoritos, adoro essa ideia de se “vestir” de arte, dela ter sentido, a partir do momento em que você dá vida a ela. Hoje é modinha se falar em interatividade, mas a primeira vez que ele propôs isso foi na década de 60, no auge da ditadura militar. Quer metáfora melhor do que essa, de convidar as pessoas a se mobilizarem? Um visionário. Não é nenhum consolo, mas como sou bem fatalista, jamais me esqueceria de uma das frases mais previsíveis da Clarice Lispector, para este momento: “As coisas acontecem quando devem acontecer”.  (Luis Fabiano Teixeira)



Esculturas vivas em movimento.







Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos,1945.
Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos (mensagens como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuído”) e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerada uma escultura móvel.
Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento, integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.
Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de "primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem "brasileira" ao contexto da vanguarda". Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.
Em 2009, um incêndio atingiu a casa onde estava armazenada grande parte da obra do artista carioca. Um prejuízo de US$ 200 milhões. Foram queimados milhares de quadros, esculturas e instalações, entre elas os parangolés (estandartes e bandeiras feitas para serem vestidos em performances). Agora existem poucos espalhados em museus e coleções particulares pelo mundo.




sexta-feira, janeiro 27

* Isso não é amor...



Momento realidade:

- O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão espontânea. Amor é outra coisa.

- O amor não rejuvenesce.  O nome disso é peeling.  O amor é outra coisa.

 - O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.

-O amor não te faz ver uma luz na sua frente. O nome disso é experiência de Quase-Morte. O amor é outra coisa.

-O amor não faz você sentir a presença até na ausência. O nome disso é mediunidade. O amor é outra coisa.  

- O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.

- O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome.O amor é outra coisa.

- O amor não traz paz de espírito.  O nome disso é coma.  O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa sem chão, o nome disse é terremoto. O amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.

 - O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.

 - O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é espetáculo pirotécnico, queima de fogos de artifício. O amor é outra coisa.

- O amor não deixa tudo mais florido. O nome disso é adubo.  O amor é outra coisa.

- O amor não surge de repente numa esquina e te chacoalha todo.  O nome disso é trombadinha.  O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.

 - O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa.

 - O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.

 - O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa.

- O amor não é aquela coisa brega, que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.

 - O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.

 - O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.

 - O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é taquicardia. O amor é outra coisa.

 - O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.

 - O amor não te enche de flores. O nome disso é funeral. O amor é outra coisa.

- O amor não faz você se sentir sempre acompanhado. O nome disso é encosto. O amor é outra coisa.

- O amor não é uma coisa que chega de repente e o transforma em refém. Isso se chama sequestrador. O amor é outra coisa.

- O amor não nos faz perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa.

quinta-feira, janeiro 26

* Sobre a liberdade...



- A liberdade do outro estende a minha ao infinito (Bakunin)




- Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada. (Clarice Lispector)















- A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem. (John Lennon)




 Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim. (Clarice Lispector)


A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela.(Kobo Abe)









- Onde mora a liberdade, ali está a minha pátria.(Benjamin Franklin)



- Com uma amiga chegamos a um tal ponto de simplicidade ou liberdade que às vezes eu telefono e ela responde: não estou com vontade de falar. Então digo até logo e vou fazer outra coisa. (Clarice Lispector)










E é o que temos para hoje...


quarta-feira, janeiro 25

* Da força da grana que ergue e destroi coisas belas

Aniversário de Sampa!


A diversidade e a história dessa cidade é fascinante. E é a história de São Paulo que quero registrar, antes que acabe.

Pinacoteca - Bairro da Luz
Viaduto Santa Efigênia, uma das áreas mais degradadas dessa cidade
Mosteiro São Bento - Bairro da Sé
Os maravilhosos vitrais do Mercado Municipal de São Paulo, restaurado, mas que sofre com a degradação da região.
Shopping Light
Jardim Oriental - Bairro da Liberdade
Parque da Luz
Teatro Municipal de São Paulo
25 de Março, rua de comércio popular.
Estação da Luz
Palácio dos Campos Elíseos
Estação Julio Prestes
Av. São João
Pque da Água Branca
Catedral da Sé



Não mostrei as baladas de São Paulo, os shoppings, a rica e diversificada gastronomia, o mercado de luxo, os muitos centros novos e charmosos criados na cidade, a ponte Estaiada..rss, o Rodoanel, mostrei a parte histórica de São Paulo, aquela que pode acabar pela força da grana que ergue e destroi coisas belas. 


Te amo,  jovem velha respeitável senhora. Feliz Aniversário.
Parabéns pelos seus 458 anos!


Av.  Paulista